I don't feel at home in this world anymore

28 de fevereiro de 2017
Na frente, nos fundos e em todo o redor da casa dos meus pais há muito mato. O bairro todo na verdade, mas especialmente aqui. Tem um vizinho apenas duas casas ao lado que, se bobear, reproduz com muita fidelidade a mata atlântica ainda virgem de quando os portugueses apareceram pra foder com tudo. Oops. 

Enfim. Se há mato há bichos e entre esses bichos as aranhas estão incluídas. Morro de medo de todas, mas uma em especial possui a minha simpatia. É uma que faz uma teia enorme, e ela em si é enorme, com patas gigantes magras porém musculosas e uma bunda verde grandona de respeito. Ah! A teia é dourada. É só pesquisar "aranha teia dourada" que você acha ela nas internets. O nome científico é Nephila clavipes, mas meu conhecimento acaba aqui. 

Volta e meia aparecem essas bundudas por aqui. Gostam de ficar tranquilas fazendo as já ditas teias gigantes entre as árvores. Quis tirar foto porque apareceu uma dessas na frente de casa. Subi numa banqueta e tentei imitar orvalho da manhã na teia jogando spray de água às seis da tarde. O vento tava impossível, então a água só foi na minha cara e câmera.

Desculpa aí quem tem fobia

* * *

Meu carnaval tá sendo todo à base de Mozão feat. Netflix. Admiro demais quem tem coragem de sair foliar nesse calor infernal porque eu tenho vontade de morrer só de pensar em ir na esquina comprar pão.

Sábado assistimos "Michael Bolton's Big, Sexy Valentine's Day Special". A historinha é que Papai Noel fez presentes demais, então o velhinho pede para Michael Bolton, o rei do valentine's day dos anos 90 aparentemente, convencer as pessoas a procriar exatamente 75.000 bebês para os 75.000 presentes excedentes. Algo assim. É brega, mas TÃO brega que é maravilhoso. A estética toda do filme é a desse clipe (tive que pesquisar coisas sobre esse cantor, nunca tinha ouvido falar antes).

Domingo foi dia de assistir "I Don't Feel at Home in This World Anymore". É um filme estranho. A protagonista é uma mulher que trabalha com alguma coisa parecida com enfermeira, mora sozinha e não aguenta mais observar todo mundo em volta sendo cuzão de alguma forma. Aí um dia invadem a casa dela e de uma forma bem estranha (tudo é estranho) o menino Frodo aparece e tudo vira uma bagunça.

Aí de série tô vendo a 8ª temporada de The Office US, Legion e começamos hoje Santa Clarita Diet. A primeira é engraçadinha como sempre porém sem Michael Scott </3, a segunda é muito locona e eu tô sem entender nada ainda e a terceira é engraçada também, com muito sangue e corretores de imóveis.

Diário de leiturinhas

17 de fevereiro de 2017
Ano passado foi um ano recorde na leitura para mim. Consegui ler 56 livros de uma "meta" de 52. Bem nas aspas mesmo, porque meta de verdade não faço. Não encaro leitura como obrigação - a menos que seja de alguma forma obrigatória. Ainda assim, ultrapassei essa meta imaginária em que eu lia um livro por semana.

Na prática não foi bem assim. Em janeiro de 2016 li 10 livros, um feito nunca antes realizado. Fevereiro li 7 e em vários meses do início do ano li uma média de 5. Passado o primeiro semestre a coisa já ia rareando: 1 ou 2 livros por mês. De qualquer forma, 56.

Já passou da metade do segundo mês de 2017. Só li um livro até agora, A Assinatura de Todas as Coisas (Elizabeth Gilbert). Achei MUITO bom do início até a metade, depois ficou talvez muito botânico. Adorei o início do texto e a divisão de como a história foi contada.

* * *

Enquanto minha lista de lidos permanece estagnada, a lista de lendo só aumenta. Comecei a ler Os Miseráveis (Victor Hugo) ano passado, pensando que ao longo do ano lendo de pouco em pouco conseguiria terminar a leitura. Devo admitir que o calhamaço da Martin Claret, apesar de lindo de morrer, é gigantão pra porra. Difícil segurar na mão, impossível levar fora de casa. Única opção é ler antes de dormir com ele apoiado na cama, mas como não tenho criado-mudo ou algo que o valha, o livro acabava ficando atirado pelos cantos depois de ler. Ainda vou resolver essa questão.

Comecei a ler Dona Flor e Seus Dois Maridos (Jorge Amado) e Infância, Adolescência e Juventude (Tolstói) no final do ano passado ou início desse, nem lembro mais. Mas parei a leitura de ambos para ler Crime e Castigo (Dostoiévski). Seria legal terminar todas as leituras que já comecei, mas me contento se conseguir finalizar Crime e Castigo antes do mês acabar.

P.S.: hoje finalmente devolvi a dignidade aos meus livros e coloquei eles numa estante. Fazia tempo que não viam nada além do teto da cama box baú.

Tchau, Texto Sem Leitor

14 de fevereiro de 2017
É até estranho agora entrar no Blogger e abrir essa tela em branco. Faz tempo que não escrevo algo assim, só escrito. Últimas postagens - poucas, bem raras - foram apenas fotos com um texto-legenda, nada além. Não reclamo, tô nessa vibe, larguei jornalismo e não consegui escrever nada decente desde então. E ufa, finalmente estou falando por aqui que larguei jornalismo. Faz pouco tempo que a culpa de ter feito isso passou. 

Esse blog foi criado quando entrei na faculdade, lá em 2011. Mas pura coincidência, eu realmente não tinha o propósito de "treinar minha escrita" enquanto caloura & foca do curso, como muita gente faz. Sempre quis que fosse diarinho besta, ainda que por vezes esse foco tenha ficado perdido. Bem, acho que por aqui nunca tive foco de qualquer maneira. Já tentei colocar AdSense, já quis ser blogueirinha literária, já tentei ser engraçadinha. As vezes também tentei ser séria. Nada deu certo, olha só. Os layouts do Texto Sem Leitor já foram amadores mas também tentaram ser profissas, inclusive tentei começar a fazer layouts (fracassei, mas veja bem, o que estou usando fui eu que fiz, então o fracasso talvez não tenha sido completo). Tenho postagens com meia dúzia de visualizações enquanto tem postagem com 124.862 visualizações (até agora).

Mudei o nome do blog porque eu mudei demais de 2011 até agora e eu realmente não me vejo mais escrevendo qualquer coisa sob o título "texto sem leitor". Porque eu não quero que o que faço aqui necessariamente tenha a ver com texto e, principalmente, seja sobre leitores, ainda que não possua nenhum. Quero que apenas seja meu e que seja um diário, seja lá como for.
 

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