O dia que eu fiz chocolate caseiro

14 de agosto de 2015

Ando numa fase muito cozinheira. Só esses dias já fiz bolo de chocolate, bolo de cenoura, torta de frango, pseudo-torta de frango (era com carne), panquecas... Enfim, Tudo Gostoso e as receitas da minha mãe estão sendo meus melhores amigos. Mas meu histórico com a cozinha nunca foi dos mais promissores: volta e meia, quando me dá a louca e resolvo fazer alguma coisa, facilmente deixo queimar, abatumar, explodir, etc. Por isso, para aproveitar esse vibe de Tá Tudo Dando Certo no relacionamento Marina & Cozinha, resolvi apostar em novos horizontes, coisas nunca testadas por mim antes... tais como fazer o próprio chocolate em casa.

Parecia algo bem fácil de início. Sei que precisa de cacau, de leite, de açúcar, e isso tudo eu já tinha em casa. Para saber o que fazer com esses ingredientes, recorri ao oráculo da vida de todo mundo: o tio Google, guardião da sabedoria e solução de quase todos os problemas. O chato é que a maioria das receitas que achei eram muito desencontradas, com ingredientes muito diferentes uma da outra e assim fiquei meio sem saber o que fazer. A solução nesse caso foi escolher uma e ver no que poderia dar. O que eu usei:

INGREDIENTES

  • 2 xícaras de cacau em pó
  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 150 gramas (mais ou menos) de manteiga sem sal
  • 1  1/2 xícara de açúcar refinado
  • 1 xícara de leite

COMO EU FIZ

    A receita original não era com esses valores, então fui alterando conforme precisava (HEHEHE, como se eu soubesse muito bem como alterar algo pra deixar como eu quero, adoro uma ilusãozinha). Como chocolate é um troço sensível, é preciso ser feito em banho-maria (pelo menos era o que dizia todos os sites), então peguei recipiente de vidro, peguei uma panela, enchi um tiquinho a panela com água e coloquei o recipiente de vidro em cima. Depois disso joguei todos os ingredientes dentro do vidro e mexi loucamente até pensar que estava pronto.

    Minha ideia era colocar naquelas forminhas de plástico com formato de barrinha de chocolate, deixar na geladeira e depois desenformar, mas algo muito errado aconteceu no processo e por nada nesse mundo que meu chocolatinho endureceu. Ficou apenas em estado de brigadeiro mas um tiquinho mais duro. Desenformei então o chocolate que não ficou como eu queria (foi um parto pra tirar das forminhas) e enrolei feito brigadeiro. Para não ficarem grudados uns nos outros, passei côco ralado fino em volta e, tcharan!!!, ficou pronto.

    Depoimentos reais de quem provou meus brigadeiros:

    "Ruim não ficou" — Mãe
    "Não colocou manteiga demais?" — Irmã
    "Bom, bom, claro que ficou bom..." — Pai
    "MELHOR CHOCOLATE NA VIDA" — Euzinha
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    Sei que esse é o BEDA mais vergonhoso na face da Terra, e o projeto, que tem como objetivo um post por dia durante um mês e que já tinha sido alterado aqui com a meta de postar pelo menos 15 vezes, será alterado mais uma vez: se eu conseguir postar 10 vezes, será vitórias eternas. Hehe.

    A arte de ler tretas (e porque isso nem sempre é legal)

    6 de agosto de 2015
    Existe, na internet, todo um movimento contra a leitura de comentários de portal, de blogs, de Facebook, de tudo. O motivo? Porque, dizem todos, que ali vive a escória da humanidade e nada de proveito tira-se de lá. E isso em parte é verdade. Só abrir qualquer notícia sobre qualquer assunto em qualquer site dessas interwebs que haverá algum ser falando que é culpa do PT enquanto que discorre, sem ninguém ter perguntado nada, todos os possíveis preconceitos existentes na face da terra. Essa é a regra, infelizmente, e super concordo com quem gosta de evitar.


    Apesar disso, ainda acho que deixar a caixa de comentários em aberto para qualquer pessoa opinar, responder ou perguntar super válida e umas das coisas mais democráticas por aqui. Internet é esse espacinho especial onde a interação com quem escreve é possível de uma forma mais direta. Todos os outros meios - televisão, rádio, jornal, etc - fazem um grande esforço para parecerem interativos, mas tudo que encontramos são respostas escolhidas a dedo à seu bel prazer, sem nunca haver uma troca de fato. A internet, mais uma vez, nos permite permitir que isso aconteça.

    Falo tudo isso para assumir que amo ler comentários. AMO. Pode ser sobre política, sobre o novo clipe da Madonna, sobre algum filme de super heróis que nunca ouvi falar na vida. Enfim, sobre qualquer coisa, mesmo. Arrisco até falar que julgo o conteúdo pelos comentários. E mais: geralmente leio os comentários antes do próprio conteúdo. Quando busco sobre algum filme, nunca quero saber a sinopse porque prefiro que aquilo que vou assistir me seja uma surpresa completa. Por isso amo o Filmow e vou direto a caixa de comentários do filme: me dá uma margem se o filme é MUITO bom (assim, com ênfase), se é mediano mas legal de ver com o namorado ou se nem faz meu tipo. Se quero fazer download de algo, nunca será no site que não tem comentário algum.

    Aprendi muita coisa com esse jeito de absorver o conteúdo na internet. Já descobri filme bom porque citaram no comentário, já me indignei com opiniões e acabei me descobrindo contra tal coisa, mas também já  revi minhas opiniões e certezas devido relatos e discussões que eu li por aí. Porque uma coisa é você ler um artigo de qualquer assunto em que alguém dispõe de todos os argumentos possíveis para defender a ideia e aquilo ficar pairando na internet como absoluta verdade, outra coisa é ter a oportunidade de alguém dizer que talvez não, não é bem assim e rebater argumentando o assunto. Isso gera conversa, isso gera discussão. E discussão nem sempre é sinônimo de algo ruim, dá para aprender muito ouvindo o outro lado.

    O problema é que quase ninguém quer ouvir.

    Meu tipo de comentário preferido é aquele em que alguém comenta algo obviamente babaca porque é babaca e por isso chovem pessoas passando sermão na pessoa que claramente teve a intenção de ser babaca. Mas volta e meia vejo gente que, por puro desconhecimento, fala algo equivocado sem intenção de ofender e por isso é crucificada viva na internet, sendo tratada como a pior das pessoas. Custa explicar o que tá errado e seguir com a vida? É necessário mesmo atacar a pessoa em vez de expor argumentos? E se eu te disser que dá para ignorar o termo errado e seguir com a vida mesmo assim?

    Vejo tretas todos os dias em grupos no Facebook e se me deixarem passo o dia lendo. Não tenho problema algum com tretas, inclusive leio tudo e faço pipoca. O que me incomoda mesmo é o ataque gratuito sendo a coisa mais importante. Se transferíssemos o comportamento da internet para a vida real, linchamento público e olho-por-olho dente-por-dente seriam a regra geral e nem sei se teria muita gente viva para contar história. As vezes alguma civilidade cai bem.
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    • As calopsitas da imagem são dos meus pais e vivem numa eterna treta. Dudu, Clarinha e Lolita, respectivamente.
    • Esse post faz parte do BEDA e a proposta original é postar todos os dias. Mas, como dá para notar, não é todos os dias que estou postando, não. Minha meta é conseguir postar 15 vezes, o que já é imensamente muito, visto que este bloguinho está às moscas faz tempo.

    Como organizar fotos digitais

    3 de agosto de 2015

    Registrar momentos é tão mais fácil e barato hoje em dia. Só retirar o celular do bolso ou a câmera da bolsa que a foto está feita, sem depender de filmes fotográficos ou de uma revelação para tê-la em mãos (ou na internet). Quando ainda se usava a analógica aqui em casa, ganhávamos um álbum tosquinho como cortesia ao receber as fotos recém reveladas e, assim, aquele pequeno monte de fotos prontamente encontrava-se organizado. Depois que veio a câmera digital, a quantidade de fotos tiradas aumentou, mas a bagunça e desorganização começaram também a se fazer presentes. Basicamente funcionava assim: tirava foto até não poder mais e, quando enchia o cartão de memória, nomeava uma pasta no computador como "FOTOS DA CÂMERA" — assim, em caps mesmo — para então esvaziar todo o conteúdo dentro desse recinto com nome genérico.

    No que isso resultou? bagunça generalizada!!! É impossível achar qualquer foto dentro desse esquema Fotos Da Câmera 1 (2, 3, 4...) porque não há critério algum. O pior é que muita coisa já foi perdida e nunca nem saberemos o que de fato perdemos porque até agora não havia um padrão.


    Para resolver o problema, pus a preguiça um pouco de lado e resolvi abrir a caixa de Pandora que se tornou essas pastas. Só em uma delas havia mais de 3 mil fotos minhas e do meu namorado. Muito, né? Como eu percebi que havia muuuuitas fotos por cada dia, resolvi dividir em pastas com a data bem completa no título, na ordem ANO-MÊS-DIA, para automaticamente as pastas ficarem em ordem cronológica na sequência correta. Nessa pasta criada coloquei todas as fotos correspondentes àquele dia, independente se foram tiradas em mais de um lugar ou ocasião.

    Mesmo assim é difícil memorizar o que aconteceu em tal data específica. Por isso nomeei, além da data, com palavras-chave sobre o conteúdo geral das fotos, funcionando como se fossem tags. Dessa forma, se eu quiser uma foto de 2013 do meu namorado passeando em alguma praça de Canoas, eu vou conseguir achar porque esta informação se encontra no nome das pastas! Tudo mais simples e prático.

    No início dá um trabalho danado organizar tuuudo, mas é só continuar catalogando a medida que se tira novas fotos que fica bem mais fácil de lidar.

    » E vocês, como lidam com as fotos que tiram?

    Olá, BEDA 2015 (obviamente atrasada desde já)

    2 de agosto de 2015

    Eu sei que no final (mais provavelmente no meio, pelo que bem me conheço) vou me arrepender dessa decisão, mas lá vai: vou tentar participar do BEDA 2015. Mas o que é BEDA? Essa siglazinha simpática significa Blog Everyday August, ideia que surgiu no grupo amorzinho chamado Rotaroots e que nada mais é que postar todos os dias em agosto. Para quem é ligado no YouTube (o que eu não sou), existe um projeto bem parecido que se chama VEDA (Vlog Everyday in April), mas na versão em vídeo.

    Como é possível perceber, já é dia 2 de agosto e já perdi a partida e estou postando atrasadíssima essa postagem. Mas essa é a vida e isso é uma metáfora perfeita de como funcionam as coisas aqui do outro lado da tela. Sei que ando afastada da blogosfera de um modo geral, tenho post do grupo de fotografia atrasado para postar e faz mais de mês que não dou as caras por aqui, mas acredito que esse projeto seja o empurrãozinho que eu precisava para voltar.

    Me desejem sorte, porque vou precisar! Espero que alguém acompanhe esse blog às moscas (e se ninguém acompanhar, tudo bem, o nome texto sem leitor não foi colocado por acaso HEHE).

     

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