Macrofotografia & Natureza #lenstrick

28 de junho de 2015

Foto de florzinha é um troço viciante. Uma vez eu ria das velhas que só tiravam e postavam foto de flor nas redes sociais da vida e por fim acabei me tornando uma delas: não posso ver um pontinho colorido em algum verde que já grito mentalmente CADÊ A CÂMERA?

(Pequena moral da pequena história: nunca ria demais das coisas, provavelmente você vai se tornar aquele motivo do riso.)


Aí que o tema desse mês do projeto amorzinho e mais que demais chamado Lenstrick foi natureza com a técnica macrofotografia. Com florzinha eu sei lidar (mentira, só tento), mas macrofotografia até então eu desconhecia, até mesmo porque pensava não ter os recursos necessários (tenho só uma 50mm) ao meu alcance. Então a Tati me explicou sobre a técnica da lente invertida, que consiste, basicamente, em inverter a lente (hehe) e tirar as fotinhos.


Mas inverter a lente é uma coisa radical por demais. Para fazer essa técnica é preciso segurar a lente do lado oposto, ou seja, não fica encaixado e corre grandes riscos de:

a) a lente cair e...
b) o espelho da câmera sujar.


Ainda bem que nada disso aconteceu e a câmera está vivinha para contar história, mas que dá medinho de estragar, dá. Enfim, não sei o nome das flores — todas do meu pátio — aqui postadas (além do botão de rosa) por motivos de: flor é tudo igual (tipo criança, só diferencia quem cuida). Talvez essa foto acima seja de um cravo, mas tenho zero certezas.


E para ver as fotos das outras meninas do projeto:
Tati Luanna Nicolle JanaínaJulianaAléxiaCarolLory

Nas raízes da goiabeira eu sentei e chorei

17 de junho de 2015

— Já viu o que fiz lá na frente de casa?

Foi assim que meu pai abordou  o assunto. A cara era de pesar, de quem logo em seguida vai contar uma má notícia. Curiosa, fui até o pátio e notei o que tinha sido feito e o que estava para acontecer: a morte do meu pé de goiaba. As folhas e galhos menores estavam em uma pilha no chão enquanto que o tronco inclinado aguardava, já desfeito de tudo, seu ultimato. 

A justificativa  dada foi que a goiabeira faz sujeira demais e que é difícil deixar o pátio sempre limpo; também foi dito que faz muita sombra e isso não é bom para as florzinhas que se pensa em plantar. Dá para entender, né? Um adulto entenderia muito bem essas explicações. Mas não tem como eu ser adulta diante da árvore que passei a minha infância.

Essa goiabeira já estava aqui quando meu pai comprou a casa, antes de eu nascer. Era para ter sido cortada porque ficava próxima do muro e do portão e assim poderia atrapalhar. Por insistência da minha mãe, permaneceu.

Ali, entre o muro e os trilhos do carro, a árvore teve que se espremer e se virar na vida para sobreviver. E se virou tão literalmente que tomou a forma que precisava para continuar viva: reta até certo ponto, bem curva da metade em diante. Um L de ponta-cabeça.

Esse formato fez na árvore uma espécie de escada de galhos de tal forma que era possível subir até o topo facilmente. Para escalar criei meu próprio método e sabia exatamente onde segurar e onde ir para não cair. Levava mochila lá para cima, meus ursos de pelúcia (não gostava de bonecas), comida... e as vezes tentava até levar meus gatos. Escrevia alguma coisa num caderninho e observava quem passava na rua — ninguém podia me ver.

Além do refúgio para minha cabecinha infantil com planos mirabolantes, minha maior diversão era ficar de cabeça para baixo presa num galho, segurando todo meu corpinho pelas pernas e as mãos soltas balançando.

Calvin, o gato peste

15 de junho de 2015

Bruno e eu queríamos um gatinho para chamar de nosso fazia tempo. Daí que, caminhando pelo shopping daqui, vimos essa bolinha de pelo nos olhando com uma carinha de ME LEVA PUFAVÕ que não resistimos e levamos mesmo. :3


Ele é um lindinho, né? O apego foi instantâneo e recíproco. Nem precisamos ensinar o menino ir ao banheiro, que já foi sozinho no primeiro dia mesmo, e nenhuma necessidade fora do lugar. <3


O "probleminha" é que ele é peste demais. Não para quieto um segundo, e se a gente não olha dando atenção para o que ele tá aprontando, logo começa a miar feito louquinho. Sobe nas panturrilhas, escala as pernas, usa toda força desse corpinho para chegar até o nosso pescoço, que é onde ele mais gosta de dormir. Demos o nome de Calvin porque Haroldo é destinado aos ruivos, e esse menino é tão peste e inteligente quanto o menino-personagem que Mr. Watterson criou.
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Ele veio pra gente dia 23 de maio; as fotos são do dia 24.

Embalos do nosso sábado à noite

12 de junho de 2015

Eu e meu namorado nunca tínhamos ido numa festa juntos até então. Não exatamente por não querer, porque já havíamos falado sobre sair e coisa e tal, mas por preguiça pura, falta de dinheiro, falta de transporte e falta de um motivo que nos fizesse do nada dizer: bora pra festa.

Aí que o motivo nos veio: festa dos 100 dias da formatura. Junto com o motivo não estava anexado o dinheiro necessário, nem um eliminador de preguiça e muito menos o transporte, mas mesmo assim fomos. Né, tem que ter uma primeira vez.

Pegamos carona com o meu pai para ir até o trem (tô com 22 anos na cara e nas costas mas não deixei de me sentir com 14 novamente com meu pai me levando pra festinha, ai céus), pegamos o trem e descemos na estação Rodoviária em Porto Alegre. Depois chamamos um táxi muito louco que não parou em  n e n h u m  sinal vermelho (nenhum mesmo!) e finalmente chegamos vivos à festa.

Cheguei lá e não consegui avistar nenhum dos meus colegas que haviam marcado presença no evento, então Bruno e eu perambulamos pelo bar Opinião para desbravar o ambiente. Nunca fui nesse bar-festa-balada, apenas uma vez que quase entrei para ver o show da Tópaz mas fui barrada junto com os migos da época pois não tinha carteira de identidade junto. Hehe, burrinha. Enfim, primeira impressão: tá cheio. Segunda impressão: meu Deus vai encher mais ainda. Terceira impressão: onde fica o banheiro?

Depois dessas impressões dignas de um relatório científico, consegui achar o bando. Mas não me enturmei, não sei me enturmar, então vida que segue. Fiquei emburrada porque... o que se faz numa festa? Ok, tem música tocando, tem bebida cara, tem gente bebendo bebida cara que nem água, tem gente dançando a música tocando bebendo bebida cara que nem água. Essa parte eu entendi, só não entendi como eu poderia fazer parte disso. Me senti dentro de uma postagem do Tumblr de mil anos atrás, em que todo mundo dizia que era diferentão e deslocado.

Nessa hora meu namorado me traz alguma bebida, bebo e faço cara feia porque não sei beber. Aí ele me arrasta pra pista de dança, a gente bebe mais, fico doidona com as luzinhas que me deixam cega, fico tonta, tropeço pra ir no banheiro e danço mais ainda. Eu gosto demais de dançar sozinha, mas com alguém me olhando morro de vergonha e não movo um pé sequer. Mas lá no meio da pista a luz que me cegava fazia eu me sentir lavando a louça sem ninguém em casa (ai que comparação de véia), e o pouco que eu enxergava era meu namorado dançando comigo. 

Ai, apaixonei mais ainda. Ele, que nem curte dançar, nem curte festa e essas coisas me arrastou no meio da pista só pra me animar. Ele com uma dança toda errada desritmada com a minha dança mais errada ainda me fez perceber o quanto eu amo esse menino. Bateu vontade de chorar, mas aí não sei se era um tiquinho da bebida ou TPM mesmo.
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Festa foi dia 23 de maio. Não há registros fotográficos. Graças, eu tava um caco.
 

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