Bolo chá café preguiça café

23 de dezembro de 2015

Sou dessas que deixa de fazer algo porque uma mínima coisa está impedindo, mas tem preguiça de mudar. Exemplos: tô morrendo de vontade de comer bolo. Se não tiver ovo em casa, dslcp aí fome, não vai ter bolo não porque não levanto minha bundinha para ir comprar. Mesmo morrendo de fome. Mesmo a fome sendo maior até que a preguiça.

De uns tempos para cá virei a louca do chá matte. Se não me controlar, tomo litros no mesmo dia sem nem mesmo perceber, porque para mim é água. E olha que nem sou de tomar água, viu. Enfim. Mesmo sentido esse necessidade louca, foi só os saquinhos de chá acabarem para eu ficar mais de semana sem tomar nadica de nada desse meu novo vício. Minha boca tá seca ansiando o chá que nunca vem, mas a bundinha não move um centímetro para realizar minhas próprias vontades.

Daí que aconteceu o mesmo com o café: tem a cafeteira, tem água, tem o próprio café aqui em casa, porém o grande porém é que filtro não há. Cabou tudo. Tem mercadinho em tudo que é esquina aqui, mas mesmo assim as vontades de me mexer nem tchum de aparecer na minha porta.Tive que ir na porta do meu namorado encher o saco para ir no mercado e aí sim comprar o bendito filtro (que fazia mais de semana também que não tomava).

Aí agora, aqui em casa, olhando para o filtro e já bem enamoradinha pois saudades cafés, eis que resolvo preparar a bebida-delícia. O sentimento de reencontro é ótimo e tudo mais, mas com o nariz todo errado do jeito que o meu está, olfato encontra-se no estado inativo e paladar idem. Cabei por nem sentir descer o café + perdi completamente o sono (já é tarde da noite). Fazer o que, não se pode ter tudo, não é?

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Escrito dia 12/07 e postado originalmente no meu Tumblr - local alternativo das minhas eventuais lamúrias.

Senhorinha nos matos

18 de dezembro de 2015


Faz tanto tempo que iniciei esse post (no caso, só joguei as fotos no editor de postagem) e não concluí que mal lembro o que eu gostaria de fato escrever. Todas as fotinhos foram feitas no interior do interior aqui do RS (a.k.a. Serra Gaúcha) quando fui, com família e namorado, para uma festa grandona de família. Postei algumas no meu Instagram na ~época~ pois: preguiça tá tão grande que até escrever um postzinho sem graça por aqui me causa fadiga. Mas pretendo melhorar nessa parte.




Então vamos ao look do dia de senhorinha: o sapato foi um achado maravilhoso. Fazia tempo que eu queria um sapatinho assim para usar toda hora mas que durasse bastante. Sempre achava vários modelos bonitos, mas nenhuma das vezes se encaixava no clássico Bom, Bonito & Barato. Até que encontrei uma liquidação de inverno em que esse oxford da Bottero estava menos da metade do preço. Levei na hora, apaixonei, melhor compra da vida. Aí o vestido foi da Marisa (tava olhando outro dia no meu humilde guarda-roupa e, dos poucos vestidos que possuo, quase tudo é Marisa. Deve ser porque lá eu consigo encontrar tamanho 34) e o esmalte da Anitta na cor de burro quando foge.



E é isso. Um post sem propósito nem muito bem feito, apenas para mostrar umas fotinhas que tirei faz tempo e para atualizar esse sítio deveras abandonado. Beijocas no coração de quem lê (talvez ninguém como diz o próprio nome do blog???) e em breve talvez mais posts inúteis. Ou não. Hehe.

O dia que eu fiz chocolate caseiro

14 de agosto de 2015

Ando numa fase muito cozinheira. Só esses dias já fiz bolo de chocolate, bolo de cenoura, torta de frango, pseudo-torta de frango (era com carne), panquecas... Enfim, Tudo Gostoso e as receitas da minha mãe estão sendo meus melhores amigos. Mas meu histórico com a cozinha nunca foi dos mais promissores: volta e meia, quando me dá a louca e resolvo fazer alguma coisa, facilmente deixo queimar, abatumar, explodir, etc. Por isso, para aproveitar esse vibe de Tá Tudo Dando Certo no relacionamento Marina & Cozinha, resolvi apostar em novos horizontes, coisas nunca testadas por mim antes... tais como fazer o próprio chocolate em casa.

Parecia algo bem fácil de início. Sei que precisa de cacau, de leite, de açúcar, e isso tudo eu já tinha em casa. Para saber o que fazer com esses ingredientes, recorri ao oráculo da vida de todo mundo: o tio Google, guardião da sabedoria e solução de quase todos os problemas. O chato é que a maioria das receitas que achei eram muito desencontradas, com ingredientes muito diferentes uma da outra e assim fiquei meio sem saber o que fazer. A solução nesse caso foi escolher uma e ver no que poderia dar. O que eu usei:

INGREDIENTES

  • 2 xícaras de cacau em pó
  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 150 gramas (mais ou menos) de manteiga sem sal
  • 1  1/2 xícara de açúcar refinado
  • 1 xícara de leite

COMO EU FIZ

    A receita original não era com esses valores, então fui alterando conforme precisava (HEHEHE, como se eu soubesse muito bem como alterar algo pra deixar como eu quero, adoro uma ilusãozinha). Como chocolate é um troço sensível, é preciso ser feito em banho-maria (pelo menos era o que dizia todos os sites), então peguei recipiente de vidro, peguei uma panela, enchi um tiquinho a panela com água e coloquei o recipiente de vidro em cima. Depois disso joguei todos os ingredientes dentro do vidro e mexi loucamente até pensar que estava pronto.

    Minha ideia era colocar naquelas forminhas de plástico com formato de barrinha de chocolate, deixar na geladeira e depois desenformar, mas algo muito errado aconteceu no processo e por nada nesse mundo que meu chocolatinho endureceu. Ficou apenas em estado de brigadeiro mas um tiquinho mais duro. Desenformei então o chocolate que não ficou como eu queria (foi um parto pra tirar das forminhas) e enrolei feito brigadeiro. Para não ficarem grudados uns nos outros, passei côco ralado fino em volta e, tcharan!!!, ficou pronto.

    Depoimentos reais de quem provou meus brigadeiros:

    "Ruim não ficou" — Mãe
    "Não colocou manteiga demais?" — Irmã
    "Bom, bom, claro que ficou bom..." — Pai
    "MELHOR CHOCOLATE NA VIDA" — Euzinha
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    Sei que esse é o BEDA mais vergonhoso na face da Terra, e o projeto, que tem como objetivo um post por dia durante um mês e que já tinha sido alterado aqui com a meta de postar pelo menos 15 vezes, será alterado mais uma vez: se eu conseguir postar 10 vezes, será vitórias eternas. Hehe.

    A arte de ler tretas (e porque isso nem sempre é legal)

    6 de agosto de 2015
    Existe, na internet, todo um movimento contra a leitura de comentários de portal, de blogs, de Facebook, de tudo. O motivo? Porque, dizem todos, que ali vive a escória da humanidade e nada de proveito tira-se de lá. E isso em parte é verdade. Só abrir qualquer notícia sobre qualquer assunto em qualquer site dessas interwebs que haverá algum ser falando que é culpa do PT enquanto que discorre, sem ninguém ter perguntado nada, todos os possíveis preconceitos existentes na face da terra. Essa é a regra, infelizmente, e super concordo com quem gosta de evitar.


    Apesar disso, ainda acho que deixar a caixa de comentários em aberto para qualquer pessoa opinar, responder ou perguntar super válida e umas das coisas mais democráticas por aqui. Internet é esse espacinho especial onde a interação com quem escreve é possível de uma forma mais direta. Todos os outros meios - televisão, rádio, jornal, etc - fazem um grande esforço para parecerem interativos, mas tudo que encontramos são respostas escolhidas a dedo à seu bel prazer, sem nunca haver uma troca de fato. A internet, mais uma vez, nos permite permitir que isso aconteça.

    Falo tudo isso para assumir que amo ler comentários. AMO. Pode ser sobre política, sobre o novo clipe da Madonna, sobre algum filme de super heróis que nunca ouvi falar na vida. Enfim, sobre qualquer coisa, mesmo. Arrisco até falar que julgo o conteúdo pelos comentários. E mais: geralmente leio os comentários antes do próprio conteúdo. Quando busco sobre algum filme, nunca quero saber a sinopse porque prefiro que aquilo que vou assistir me seja uma surpresa completa. Por isso amo o Filmow e vou direto a caixa de comentários do filme: me dá uma margem se o filme é MUITO bom (assim, com ênfase), se é mediano mas legal de ver com o namorado ou se nem faz meu tipo. Se quero fazer download de algo, nunca será no site que não tem comentário algum.

    Aprendi muita coisa com esse jeito de absorver o conteúdo na internet. Já descobri filme bom porque citaram no comentário, já me indignei com opiniões e acabei me descobrindo contra tal coisa, mas também já  revi minhas opiniões e certezas devido relatos e discussões que eu li por aí. Porque uma coisa é você ler um artigo de qualquer assunto em que alguém dispõe de todos os argumentos possíveis para defender a ideia e aquilo ficar pairando na internet como absoluta verdade, outra coisa é ter a oportunidade de alguém dizer que talvez não, não é bem assim e rebater argumentando o assunto. Isso gera conversa, isso gera discussão. E discussão nem sempre é sinônimo de algo ruim, dá para aprender muito ouvindo o outro lado.

    O problema é que quase ninguém quer ouvir.

    Meu tipo de comentário preferido é aquele em que alguém comenta algo obviamente babaca porque é babaca e por isso chovem pessoas passando sermão na pessoa que claramente teve a intenção de ser babaca. Mas volta e meia vejo gente que, por puro desconhecimento, fala algo equivocado sem intenção de ofender e por isso é crucificada viva na internet, sendo tratada como a pior das pessoas. Custa explicar o que tá errado e seguir com a vida? É necessário mesmo atacar a pessoa em vez de expor argumentos? E se eu te disser que dá para ignorar o termo errado e seguir com a vida mesmo assim?

    Vejo tretas todos os dias em grupos no Facebook e se me deixarem passo o dia lendo. Não tenho problema algum com tretas, inclusive leio tudo e faço pipoca. O que me incomoda mesmo é o ataque gratuito sendo a coisa mais importante. Se transferíssemos o comportamento da internet para a vida real, linchamento público e olho-por-olho dente-por-dente seriam a regra geral e nem sei se teria muita gente viva para contar história. As vezes alguma civilidade cai bem.
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    • As calopsitas da imagem são dos meus pais e vivem numa eterna treta. Dudu, Clarinha e Lolita, respectivamente.
    • Esse post faz parte do BEDA e a proposta original é postar todos os dias. Mas, como dá para notar, não é todos os dias que estou postando, não. Minha meta é conseguir postar 15 vezes, o que já é imensamente muito, visto que este bloguinho está às moscas faz tempo.

    Como organizar fotos digitais

    3 de agosto de 2015

    Registrar momentos é tão mais fácil e barato hoje em dia. Só retirar o celular do bolso ou a câmera da bolsa que a foto está feita, sem depender de filmes fotográficos ou de uma revelação para tê-la em mãos (ou na internet). Quando ainda se usava a analógica aqui em casa, ganhávamos um álbum tosquinho como cortesia ao receber as fotos recém reveladas e, assim, aquele pequeno monte de fotos prontamente encontrava-se organizado. Depois que veio a câmera digital, a quantidade de fotos tiradas aumentou, mas a bagunça e desorganização começaram também a se fazer presentes. Basicamente funcionava assim: tirava foto até não poder mais e, quando enchia o cartão de memória, nomeava uma pasta no computador como "FOTOS DA CÂMERA" — assim, em caps mesmo — para então esvaziar todo o conteúdo dentro desse recinto com nome genérico.

    No que isso resultou? bagunça generalizada!!! É impossível achar qualquer foto dentro desse esquema Fotos Da Câmera 1 (2, 3, 4...) porque não há critério algum. O pior é que muita coisa já foi perdida e nunca nem saberemos o que de fato perdemos porque até agora não havia um padrão.


    Para resolver o problema, pus a preguiça um pouco de lado e resolvi abrir a caixa de Pandora que se tornou essas pastas. Só em uma delas havia mais de 3 mil fotos minhas e do meu namorado. Muito, né? Como eu percebi que havia muuuuitas fotos por cada dia, resolvi dividir em pastas com a data bem completa no título, na ordem ANO-MÊS-DIA, para automaticamente as pastas ficarem em ordem cronológica na sequência correta. Nessa pasta criada coloquei todas as fotos correspondentes àquele dia, independente se foram tiradas em mais de um lugar ou ocasião.

    Mesmo assim é difícil memorizar o que aconteceu em tal data específica. Por isso nomeei, além da data, com palavras-chave sobre o conteúdo geral das fotos, funcionando como se fossem tags. Dessa forma, se eu quiser uma foto de 2013 do meu namorado passeando em alguma praça de Canoas, eu vou conseguir achar porque esta informação se encontra no nome das pastas! Tudo mais simples e prático.

    No início dá um trabalho danado organizar tuuudo, mas é só continuar catalogando a medida que se tira novas fotos que fica bem mais fácil de lidar.

    » E vocês, como lidam com as fotos que tiram?

    Olá, BEDA 2015 (obviamente atrasada desde já)

    2 de agosto de 2015

    Eu sei que no final (mais provavelmente no meio, pelo que bem me conheço) vou me arrepender dessa decisão, mas lá vai: vou tentar participar do BEDA 2015. Mas o que é BEDA? Essa siglazinha simpática significa Blog Everyday August, ideia que surgiu no grupo amorzinho chamado Rotaroots e que nada mais é que postar todos os dias em agosto. Para quem é ligado no YouTube (o que eu não sou), existe um projeto bem parecido que se chama VEDA (Vlog Everyday in April), mas na versão em vídeo.

    Como é possível perceber, já é dia 2 de agosto e já perdi a partida e estou postando atrasadíssima essa postagem. Mas essa é a vida e isso é uma metáfora perfeita de como funcionam as coisas aqui do outro lado da tela. Sei que ando afastada da blogosfera de um modo geral, tenho post do grupo de fotografia atrasado para postar e faz mais de mês que não dou as caras por aqui, mas acredito que esse projeto seja o empurrãozinho que eu precisava para voltar.

    Me desejem sorte, porque vou precisar! Espero que alguém acompanhe esse blog às moscas (e se ninguém acompanhar, tudo bem, o nome texto sem leitor não foi colocado por acaso HEHE).

    Macrofotografia & Natureza #lenstrick

    28 de junho de 2015

    Foto de florzinha é um troço viciante. Uma vez eu ria das velhas que só tiravam e postavam foto de flor nas redes sociais da vida e por fim acabei me tornando uma delas: não posso ver um pontinho colorido em algum verde que já grito mentalmente CADÊ A CÂMERA?

    (Pequena moral da pequena história: nunca ria demais das coisas, provavelmente você vai se tornar aquele motivo do riso.)


    Aí que o tema desse mês do projeto amorzinho e mais que demais chamado Lenstrick foi natureza com a técnica macrofotografia. Com florzinha eu sei lidar (mentira, só tento), mas macrofotografia até então eu desconhecia, até mesmo porque pensava não ter os recursos necessários (tenho só uma 50mm) ao meu alcance. Então a Tati me explicou sobre a técnica da lente invertida, que consiste, basicamente, em inverter a lente (hehe) e tirar as fotinhos.


    Mas inverter a lente é uma coisa radical por demais. Para fazer essa técnica é preciso segurar a lente do lado oposto, ou seja, não fica encaixado e corre grandes riscos de:

    a) a lente cair e...
    b) o espelho da câmera sujar.


    Ainda bem que nada disso aconteceu e a câmera está vivinha para contar história, mas que dá medinho de estragar, dá. Enfim, não sei o nome das flores — todas do meu pátio — aqui postadas (além do botão de rosa) por motivos de: flor é tudo igual (tipo criança, só diferencia quem cuida). Talvez essa foto acima seja de um cravo, mas tenho zero certezas.


    E para ver as fotos das outras meninas do projeto:
    Tati Luanna Nicolle JanaínaJulianaAléxiaCarolLory

    Nas raízes da goiabeira eu sentei e chorei

    17 de junho de 2015

    — Já viu o que fiz lá na frente de casa?

    Foi assim que meu pai abordou  o assunto. A cara era de pesar, de quem logo em seguida vai contar uma má notícia. Curiosa, fui até o pátio e notei o que tinha sido feito e o que estava para acontecer: a morte do meu pé de goiaba. As folhas e galhos menores estavam em uma pilha no chão enquanto que o tronco inclinado aguardava, já desfeito de tudo, seu ultimato. 

    A justificativa  dada foi que a goiabeira faz sujeira demais e que é difícil deixar o pátio sempre limpo; também foi dito que faz muita sombra e isso não é bom para as florzinhas que se pensa em plantar. Dá para entender, né? Um adulto entenderia muito bem essas explicações. Mas não tem como eu ser adulta diante da árvore que passei a minha infância.

    Essa goiabeira já estava aqui quando meu pai comprou a casa, antes de eu nascer. Era para ter sido cortada porque ficava próxima do muro e do portão e assim poderia atrapalhar. Por insistência da minha mãe, permaneceu.

    Ali, entre o muro e os trilhos do carro, a árvore teve que se espremer e se virar na vida para sobreviver. E se virou tão literalmente que tomou a forma que precisava para continuar viva: reta até certo ponto, bem curva da metade em diante. Um L de ponta-cabeça.

    Esse formato fez na árvore uma espécie de escada de galhos de tal forma que era possível subir até o topo facilmente. Para escalar criei meu próprio método e sabia exatamente onde segurar e onde ir para não cair. Levava mochila lá para cima, meus ursos de pelúcia (não gostava de bonecas), comida... e as vezes tentava até levar meus gatos. Escrevia alguma coisa num caderninho e observava quem passava na rua — ninguém podia me ver.

    Além do refúgio para minha cabecinha infantil com planos mirabolantes, minha maior diversão era ficar de cabeça para baixo presa num galho, segurando todo meu corpinho pelas pernas e as mãos soltas balançando.

    Calvin, o gato peste

    15 de junho de 2015

    Bruno e eu queríamos um gatinho para chamar de nosso fazia tempo. Daí que, caminhando pelo shopping daqui, vimos essa bolinha de pelo nos olhando com uma carinha de ME LEVA PUFAVÕ que não resistimos e levamos mesmo. :3


    Ele é um lindinho, né? O apego foi instantâneo e recíproco. Nem precisamos ensinar o menino ir ao banheiro, que já foi sozinho no primeiro dia mesmo, e nenhuma necessidade fora do lugar. <3


    O "probleminha" é que ele é peste demais. Não para quieto um segundo, e se a gente não olha dando atenção para o que ele tá aprontando, logo começa a miar feito louquinho. Sobe nas panturrilhas, escala as pernas, usa toda força desse corpinho para chegar até o nosso pescoço, que é onde ele mais gosta de dormir. Demos o nome de Calvin porque Haroldo é destinado aos ruivos, e esse menino é tão peste e inteligente quanto o menino-personagem que Mr. Watterson criou.
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    Ele veio pra gente dia 23 de maio; as fotos são do dia 24.

    Embalos do nosso sábado à noite

    12 de junho de 2015

    Eu e meu namorado nunca tínhamos ido numa festa juntos até então. Não exatamente por não querer, porque já havíamos falado sobre sair e coisa e tal, mas por preguiça pura, falta de dinheiro, falta de transporte e falta de um motivo que nos fizesse do nada dizer: bora pra festa.

    Aí que o motivo nos veio: festa dos 100 dias da formatura. Junto com o motivo não estava anexado o dinheiro necessário, nem um eliminador de preguiça e muito menos o transporte, mas mesmo assim fomos. Né, tem que ter uma primeira vez.

    Pegamos carona com o meu pai para ir até o trem (tô com 22 anos na cara e nas costas mas não deixei de me sentir com 14 novamente com meu pai me levando pra festinha, ai céus), pegamos o trem e descemos na estação Rodoviária em Porto Alegre. Depois chamamos um táxi muito louco que não parou em  n e n h u m  sinal vermelho (nenhum mesmo!) e finalmente chegamos vivos à festa.

    Cheguei lá e não consegui avistar nenhum dos meus colegas que haviam marcado presença no evento, então Bruno e eu perambulamos pelo bar Opinião para desbravar o ambiente. Nunca fui nesse bar-festa-balada, apenas uma vez que quase entrei para ver o show da Tópaz mas fui barrada junto com os migos da época pois não tinha carteira de identidade junto. Hehe, burrinha. Enfim, primeira impressão: tá cheio. Segunda impressão: meu Deus vai encher mais ainda. Terceira impressão: onde fica o banheiro?

    Depois dessas impressões dignas de um relatório científico, consegui achar o bando. Mas não me enturmei, não sei me enturmar, então vida que segue. Fiquei emburrada porque... o que se faz numa festa? Ok, tem música tocando, tem bebida cara, tem gente bebendo bebida cara que nem água, tem gente dançando a música tocando bebendo bebida cara que nem água. Essa parte eu entendi, só não entendi como eu poderia fazer parte disso. Me senti dentro de uma postagem do Tumblr de mil anos atrás, em que todo mundo dizia que era diferentão e deslocado.

    Nessa hora meu namorado me traz alguma bebida, bebo e faço cara feia porque não sei beber. Aí ele me arrasta pra pista de dança, a gente bebe mais, fico doidona com as luzinhas que me deixam cega, fico tonta, tropeço pra ir no banheiro e danço mais ainda. Eu gosto demais de dançar sozinha, mas com alguém me olhando morro de vergonha e não movo um pé sequer. Mas lá no meio da pista a luz que me cegava fazia eu me sentir lavando a louça sem ninguém em casa (ai que comparação de véia), e o pouco que eu enxergava era meu namorado dançando comigo. 

    Ai, apaixonei mais ainda. Ele, que nem curte dançar, nem curte festa e essas coisas me arrastou no meio da pista só pra me animar. Ele com uma dança toda errada desritmada com a minha dança mais errada ainda me fez perceber o quanto eu amo esse menino. Bateu vontade de chorar, mas aí não sei se era um tiquinho da bebida ou TPM mesmo.
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    Festa foi dia 23 de maio. Não há registros fotográficos. Graças, eu tava um caco.

    Regra dos terços e objetos #lenstrick

    29 de maio de 2015




     
    A regra dos terços na fotografia nada mais é que imaginar um jogo da velha em cima da foto para melhor compor os elementos que estão sendo fotografados. Aqui tem um artigo que explica melhor sobre esse tema do Lenstrick, grupo organizado pela Tati e Luanna para aprender e aprimorar técnicas fotográficas.

    Sou amadorzona e não sei se fiz certo, mas taí o resultado. Confira as postagens das outras meninas do projeto:

    Tati Luanna Nicolle JanaínaJulianaAléxiaCarolLory

    Colares Strangely Yours

    23 de maio de 2015

    Imagens: Strangely Yours

    Sou bem desligada para usar acessórios e não é algo que faz falta no meu dia a dia, mas o detalhe e o diferente ganham meu coração bem fácil. Vi essas pequenas câmeras em uma postagem do Tumblr e assim descobri os colares Strangely Yours. Além dessas câmeras fofinhas, há vários modelos de miniaturas em couro e madeira. Apesar do preço elevado, vale a pena dar uma conferida nessas delicadezas. Quero tudo ♥

    Sobre livros compartilhados e cachorros assassinos

    14 de maio de 2015
    Eu tenho essa preguiça que dá de tempos em tempos de folhear qualquer coisa e me por de fato à leitura. Já estamos no mês cinco e há somente quatro livros lidos na minha lista. Pouco, né? Morro de inveja desse povo ávido leitor que come dezenas de livros de uma só vez como se fosse apenas meia dúzia de páginas. Enfim, cada qual em seu ritmo. Peguei para ler um exemplar bem velhinho de uma coleção que possui o Viagem Ao Centro Da Terra, de Júlio Verne. Já estou na página 96 e nele achei um trecho maravilhoso que resume bem o que penso sobre livros:

    — [...] Nesta ilha gelada acha-se vulgarizadíssimo o gosto pela leitura! Não há lavrador ou pescador que não saiba ler e não leia. Entendemos que os livros, em vez de criarem bolor nos armários, ao abrigo de olhares curiosos, são destinados a estar ao alcance dos leitores. Por isso os volumes andam de mão em mão, folgados, lidos e relidos; muitas vezes só voltam à biblioteca depois de viajarem um ano ou dois. (Pág. 58)

    Comprar livro é maravilhoso, poder montar uma estante com os favoritos é melhor ainda. Mas acredito que livro tem vida e precisa circular. Melhor solução para isso é emprestar sem pena, sem aquele sentimento de apego ao material. Afinal, muito mais que papel, livro é história, sentimento, sensação e lazer. Tenho só um livro que dificilmente emprestaria pelo fato de ser pouco mais frágil que de costume mas, do pouco resto que possuo, vão e vem toda hora e se pedirem empresto novamente. Se a pessoa não tem um histórico de destruição, porque não, né? Vamos distribuir amor em forma de livros, galera.



    ♡•♡•♡•♡•♡•♡ 

    Ainda sobre livros: no ônibus tinha essa menininha, com tipo uns 8 anos, sentada do meu lado. Eu, meio sonolenta e pendendo para a janela, seguia lendo Viagem ao Centro da Terra. Tava bem bom de ler, mas o sono venceu e revirei os olhinhos sem querer (acho incrível que os melhores sonhos acontecem nessas frações de tempo que a gente dorme sem pretender; parecem horas sonhando quando na verdade só segundos se passaram e mesmo assim dá tempo de ficar perdida e se perguntar "onde estou, quem sou eu, para onde estou indo?"). Acordo do nada e vejo a menina do lado toda concentrada na leitura do exemplar que eu segurava na mão. Achei isso tão fofo que fiz de conta que nem percebi e voltei a dormir. Queria que todas as pessoas de quem espio a leitura também me deixassem ler mais um pouquinho. :P

    ♡•♡•♡•♡•♡•♡

    Se na ida de ônibus fui feliz, a recepção da volta foi um tanto... desastrosa. Mas preciso contextualizar: tenho pavor de cachorros. Não é fobia, acho fofo (de longe), faço até carinho se pedir, mas na minha cabeça de jerico todo cachorrinho é um potencial assassino (dsclp humanidade. larguem as pedras da mão faz favor). Fui mordida duas vezes quando pequena e até hoje sempre acho que qualquer cachorro, por mais pequeno e distante que for, pode, sei lá, arrancar minha perna.

    Desci então do ônibus na esquina como sempre, caminhei em direção a minha casa e alguns metros à frente vi o cachorro do vizinho latindo para mim. Geralmente cumprimento o bichinho, aquele tipo de small talk de elevador aplicado a um cão - sabe, tentar estabelecer uma relação para o cachorro não me matar -  mas, a medida que me aproximava, o latido subia mais um tom e aquilo começou a me desesperar. Queria pegar o celular pra ligar pra casa e assim meu pai me buscar na frente do portão (eu estava a dois metros do portão) porém a cada movimento o cachorrinho agora nada simpático rosnava e se inclinava pra frente como se fosse me morder a qualquer minuto. Nesse momento, toda imobilizada e já me cagando de medo, comecei a berrar aos quatro ventos um PAAAIÊÊÊ (nota: já era dez e meia da noite) e mesmo assim nada do cachorro recuar nem do meu pai aparecer. Sempre ouvi que correr de um cachorro é mil vezes pior porque aí sim que ele ataca, mas tudo o que eu queria ali era baixar o The Flash em mim e sair daquela situação. Depois de muito tempo desse impasse de vai-ou-fica-ou-morre, o amável cachorrinho se distraiu com meu gatinho que passava perto e assim o dia foi salvo. Pude correr, me jogar no sofá e agradecer por mais um dia vivona nesse mundo. Amém.

    Grimm's Fairy Tales

    1 de maio de 2015

    Contos de fadas não são novidade para ninguém: todo mundo em algum momento da vida entrou em contato com esse mundo repleto de princesas salvas por príncipes e de finais felizes para sempre para (quase) todo mundo. Se você nunca leu de fato algum livro desses contos, a Disney está aí para não deixar ninguém esquecer.

    Branca de Neve

    Grimm's Fairy Tales é uma nova seleção das histórias do livro The Fairy Tales of the Brothers Grimm, publicado originalmente em 1909. As ilustrações, feitas por Arthur Rackham, são as mesmas da edição do início do século passado.

    João e Maria

    Pesado, é um livro que não dá para carregar por aí facilmente, ao mesmo tempo que é perfeito para enfeitar a estante. As folhas são grossas e amareladas, a fonte é super boa para ler, todos os inícios das histórias têm uma página especial e cada conto é ricamente bem ilustrado. O livro, traduzido do alemão por Mrs. Edgar Lucas, é em um inglês às vezes complicado de entender, por isso o dicionário foi um lindo aliado para traduzir as expressões antigas dos diálogos.



    Enfim, o acabamento é perfeito e é o tipo de livro que eu gostaria de ler para minhas crianças antes de dormir (daqui uns 10 anos ou mais). Encontra-se para comprar nas livrarias Travessa, Cultura e Amazon.

    Filmes de março e abril

    27 de abril de 2015

    Dear Zachary (Kurt Kuenne • 2008)
    A proposta inicial desse documentário, feito pelo melhor amigo da vítima, é juntar todas as lembranças boas de Andrew Bagby, morto a tiros pela ex-namorada. No decorrer do processo, a família descobre que a assassina está grávida de Andrew, então os avós da criança se mobilizam para conseguir a guarda. A partir disso o documentário se torna uma carta para o futuro Zachary saber quão maravilhoso era seu pai. História real feita com muita imagem de arquivo pessoal, porque os dois amigos adoravam se filmar desde crianças. Acredito que esse seja o filme mais triste que já vi na vida.

    1408 (Mikael Håfström • 2007)
    Um escritor chamado Mike Enslin, aficionado por histórias de terror (e sem medo delas), visita todos os hotéis e quartos que dizem ser assombrados para servir como base de seus livros. Ao saber da fama do quarto 1408, o escritor logo tenta se hospedar no lugar, mas é alertado e até pago para desistir da birra de passar a noite lá. Insistente, Mike consegue passar a noite lá e possivelmente foi uma das piores ressacas da vida dele. Passei muito tempo não querendo ver esse filme jurando que morreria de medo, mas olha, se eu consegui assistir de boa, qualquer um consegue.

    Magic Mike (Steven Soderbergh • 2012)
    O filme conta a história (precisa mesmo contar a história?) do veterano stripper profissional, Magic Mike (Channing Tatum), que ensina toda a arte de seu trabalho para o aprendiz The Kid. Tem também Matthew McConaughey fazendo o ex-stripper super rebolativo, Dallas Buyers Club. Então história = nenhuma. Mas também não precisa né, o propósito do filme é ficar sem camisa (e sem roupa) o tempo todo, e isso eles cumpriram bem. Vi com meu namorado. Não sei se é o melhor filme pra ver com o namorado.

    Austin Powers - O Agente 'Bond' Cama (Jay Roach • 1999)
    Fui levemente obrigada a ver esse filme por insistência eterna do namoradão. Não vi os filmes anteriores, mas nesse o Dr. Evil faz uma máquina do tempo e retorna aos anos 60 para roubar o mojo de Austin Powers. Super adulto esse filme. Tem a loira bonita que obviamente fica com  o protagonista feio. Ri um tantinho, mas besteirol o tempo inteiro, né? Não dá pra querer.

    A Escolha Perfeita (Jason Moore • 2012)
    Tem música, tem dança, tem tudo isso junto! Anna Kendrick é a Beca, uma estudante que não quer fazer faculdade porque acredita que sua carreira é ser DJ e trabalhar com música. Mesmo infeliz, Beca continua frequentando as aulas a pedido de seu pai e por fim se enturma com um povo que canta acapella. Descobre que, além de mixar, sabe o que fazer com a voz. Uma delícia de filme leve pra ver num dia despretensioso.

    Alphaville (Jean-Luc Godard • 1965)
    Imaginem o mundo criado por George Orwell em 1984, onde as pessoas não tem sentimentos, não choram e desaprendem a pensar devido a diminuição do dicionário (nesse filme chamado de bíblia). O agente secreto, Lemmy Caution, é enviado pelos países exteriores até esse lugar com a missão de destruir a máquina que governa a tudo e todos. É preto e branco, é bonito, é poético! Vi na recém inaugurada cinemateca Capitólio, em Porto Alegre.

    Uma Noite no Museu 3 - O Segredo da Tumba (Shawn Levy • 2014)
    Bem Stiller é o guarda noturno Larry do museu em que todas as relíquias, estátuas e acervo do local ganham vida à noite. Mas a magia está falhando e Larry, para não perder seus amigos, corre contra o tempo para resolver. Não vi o primeiro nem o segundo filme então não posso opinar de uma maneira geral, mas achei esse terceiro bem fraco. Serviu, pelo menos, como uma despedida do Robin Williams.

    Vingadores - Era de Ultron (Joss Whedon • 2015)
    Tony Stark planeja estabelecer a paz mundial ao criar um super robô. Mas a ideia inicial não ocorre como deveria e esse super robô se torna a maior ameaça mundial, tendo como propósito acabar com o mundo para assim tudo poder "evoluir". E, com essa treta em mãos, os vingadores precisam se unir para vencer Ultron. Vi no cinema, com meu namorado, legendado e 3D. Eu não sei lidar com essa coisa 3D: ou eu leio a legenda, ou vejo os efeitos especiais socando minha cara ou eu acompanho a história para tentar entender alguma coisa, porque os três juntos eu não consigo.

    Agora eu tenho 22 anos

    20 de abril de 2015

    Sábado de manhã foi meu aniversário. Acordei meio tonta e quando percebi, havia mais ninguém em casa além de meus gatos. De alguma forma fiquei sabendo que eu seria a responsável pelo almoço de todo mundo na casa, quando voltassem. Prontamente ativei a minha cara emburrada, peguei minha bolsa e fui até o apartamento do meu namorado para acorda-lo. Depois arrastei o Bruno, mesmo com dor de cabeça, para Porto Alegre, onde almoçamos, fizemos um grande nada, compramos canetas caras para nosso bolso e voltamos para minha casa. Tinha ficado de fazer brigadeiros, só para dar um pouquinho mais de alegria à data, mas a preguiça bateu de um jeito que nem a possibilidade de ter coisa gostosa para comer me animou de levantar a bunda da cadeira.

    E esse foi o dia do meu aniversário.

    Sem graça, né? Então domingo, 19 de abril, um dia depois do dia-do-meu-nome, é que tive bolo com 22 velinhas e cantoria desafinada em coro de parabéns. A cara emburrada sumiu e deu lugar aos pulinhos diante de três bolas de sorvete com granulado, cobertura e mais monte de coisas. Foi isso que comi lá no parque de tarde e isso que me fez parar de pensar em como estou velha.


    Ok, velha de verdade não estou mas, se parar para pensar, 22 está mais perto dos 30 que dos 10, e 30 anos, cogitando viver uns 90, é um terço da vida já vivido e eu ainda não fiz nada de legal. Terminei o colégio, estou terminando a faculdade, tenho um namorado. Não sei o que quero da vida ou o que vou fazer dela depois que as aulas acabarem. Eu sei, é mimimi bobo.
    ______
    Outro dia, enquanto Bruno e eu brincávamos de ser saudáveis em um daqueles aparelhos de ginástica públicos que ficam em praças e parques, apareceram duas meninas e um menino perto da gente, também brincando de fazer alguma coisa de exercício e correndo pra lá e pra cá. Até que uma hora o menino, que não devia passar dos 8 anos de idade, grita para uma das meninas:

    — Tô me sentindo como se fosse criança!

    Pequenas dicas para quem tem blog

    17 de abril de 2015

    Um blog não precisa ser "grandão" e generoso em números para ser organizado e bonito. São os pequenos detalhes que fazem a diferença, por isso então resolvi fazer esse compilado de "pequenos conselhos" para quem mantem um blog. Nada é regra e o grande protagonista sempre vai ser o bom conteúdo, mas alguns rituais na hora de postar podem fazer bem para quem escreve e também para quem lê.

    Texto

    ANOTE AS IDEIAS
    Assim como uma boa ideia pode vir do nada, a mesma pode fugir da cabeça e nunca mais voltar. Pensou em alguma coisa legal? Anote de uma vez! Tenho um caderninho cheio de ideias que já tive para o blog, mas que ainda não ganharam vida por preguiça. Tudo bem: quando bater a vontade ou a falta de inspiração é só usar esse banco de ideias.

    REVISE SEMPRE
    Quando estamos transcrevendo algo que está só na mente para a tela do computador, é difícil notar os pequenos erros que se comete durante a escrita. Tudo bem, é bom sentar e conseguir colocar o que a gente quer em palavras, mas mesmo assim é super importante ver o que está sendo escrito. Começo, meio e fim somado a um português correto não é só coisa de vestibular, não; seu blog, mesmo que pequeno, pode servir como um futuro portfólio para o que você fizer. Então, como você quer que as pessoas te vejam?

    TENTE NÃO REPETIR
    Fazer um texto com um assunto muito específico pode nos fazer repetir várias vezes a mesma palavra ou expressão. Manias de linguagem também aparecem, que podem não ser notadas na hora por quem escreve, mas quem lê com certeza repara bem. Uma dica, e que eu sempre faço tanto aqui quanto em trabalhos, é usar o maravilhoso Ctrl + F: se tenho a impressão que usei muito uma palavra, pesquiso por ela e substituo como posso de acordo com o contexto. Se o vocabulário escapar da memória, o site Sinônimos dá uma ajudinha. 

    Imagem

    FAÇA SENTIDO
    Volta e meia me deparo com alguma postagem sobre determinado assunto que possui uma foto de entrada que nada tem a ver com o que está sendo dito. Ok, postagem com teor super pessoal e/ou sentimental sempre tem licença poética para colocar algo que represente isso (assim meio Tumblr), mas se você estiver falando de uma viagem para as praias do norte não vai começar o post com uma foto de alguma vaquinha da serra gaúcha, certo?

    REDIMENSIONE
    Ao tirar uma foto com a câmera, o arquivo gerado fica enorme. O que é bom, porque dá pra editar como quiser. Mas muita gente esquece um detalhe importante: adaptar o tamanho daquela imagem ao blog. O arquivo gigante faz com que a página carregue muito mais lentamente, e para quem adora postar muitas fotos, isso pode ser um problema. Além disso, ocupa espaço desnecessário: se você usa o Blogger como plataforma, você tem 15GB gratuitos. Parece bastante, mas esse espaço é compartilhado com o Gmail e o Google Plus, e se passar do limite, só fazendo upgrade. As últimas fotos que postei aqui tinham como tamanho original 5184 x 3456 pixels, mas para o post deixei com a largura de 700px, que é o tamanho do campo da postagem do meu layout.

    Quando tenho preguiça de abrir o Photoshop e editar a imagem, entro no Pixlr, que é um editor online com muitas funções parecidas com o PS e redimensiono por lá. É bem simples: entre no pixlr.com » Pixlr Express (Launch Web App) » Open URL ou Browse » Adjustment » Resize. Aí é só colocar a largura (Width) que quiser que a altura modifica junto.
      
    AJUSTE AO CONTEÚDO
    Quem tem blog no Blogger as vezes tem o probleminha de não conseguir alinhar direito a imagem do post com o texto, mesmo que a foto já esteja redimensionada para caber certinho no layout. Fica então aquela imagem fora da margem e que incomoda visualmente. Para arrumar isso é bem simples: Insira a imagem no corpo de edição (se a imagem estiver do tamanho da área de postagem escolha a opção tamanho original) e clique em Link. Desse modo as fotos ficarão justificadas com o texto.

    CREDITE
    Parece óbvio, mas nem todo mundo acha que é. Se for necessário usar fotos e imagens que não são suas, fazer um link para a fonte original nem vai doer. Não é um favor e sim uma obrigação! Tem algumas coisas retiradas do Tumblr e We Heart It que são mais difíceis de achar o dono certo, mas nada é impossível. Clique com o botão direito em cima da imagem e escolha "Pesquisar esta imagem no Google". Sempre que eu não sei que a quem pertence alguma coisa faço isso.

    E para você que tem blog, quais são seus "pequenos rituais" na hora de postar?

    Últimas cores do outono

    8 de abril de 2015




    As flores aqui já murcham aos poucos e começam a rarear. Outono chegou mansinho no fim do mês passado e de leve vai balançando o que é verde até tornar tudo dourado e frio. Perfeito para abraços quentinhos e caminhadas ao entardecer. ♥

    Cinemateca Capitólio

    30 de março de 2015

    A Cinemateca Capitólio é um desses prédios bonitos que se encontra facilmente no Centro Histórico de Porto Alegre. Fundada em 1928 como cinema de luxo, o prédio entrou em decadência no fim da década de 60 e foi deteriorando até ser enfim fechado. Tombado como patrimônio histórico de PoA e também do Rio Grande do Sul, a reforma teve uma longa trajetória: começou em 2004 e foi entregue só agora, dia 27 de março de 2015.


    Como parte da inauguração da nova fase desse cinema de rua, as sessões do fim de semana (28 e 29) foram gratuitas. Eu e meu namorado chegamos cedo, mas a fila já era gigantesca para o primeiro filme que passaria no sábado, então a solução foi aguardar a próxima sessão, que seria às 19h00.


    Muita caminhada pelo Centro e várias fotos depois, entramos na fila novamente e conseguimos os tickets para a entrada. Exibiram Alphaville, de Jean-Luc Godard. Nunca havia visto nada desse diretor, estranhei um pouco do início até a metade o jeito diferente de contar a história, mas depois peguei o ritmo e o sentido da coisa e por fim achei poético.


    Depois da sessão iria ter debate com críticos do cinema (olha as cadeirinhas abaixo do telão na foto). Não pude ficar porque já era tarde da noite e estávamos a pé. Mas valeu o passeio: espaço bonito, filme interessante e a melhor companhia do mundo.



    Informações

    • Rua Demetrio Ribeiro, 1085 (esquina com Borges de Medeiros)
    • Aberto de terça à domingo, ingresso R$ 10,00 (meia R$ 5,00)
    • Fanpage | Site
     

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