Novembro de livros e saudade

30 de novembro de 2014

Did she miss him?
She wanted to lose herself in him. To tie his arms around her like a tourniquet.
If she showed him how much she needed him, he'd run away.
Eleanor & Park, página 160

Terminar de ler Eleanor & Park no fim de outubro sucedeu na minha choradeira do início de novembro. Devia ser efeito da TPM, mas sei que ler sobre aquele casal fofinho e estranho e muito amorzinho fez com que a saudade que já sentia (e sempre sinto) multiplicasse de um jeito que minha cabeça de humanas não poderia contar.

E acho que o mundo estava mesmo conspirando para aumentar a conta da saudade. Nesse mês comecei a ver Gilmore Girls e, a medida que os capítulos avançavam, vi acontecer o casal super fofo e adolescente, Rory e Dean. Fiquei chorosa, mas também ri com os personagens foras da casinha. ♥

Nesse mês também surgiu uma nova impressora aqui em casa. Já tínhamos uma, mas só servia para scannear coisas, a função principal que é imprimir e copiar simplesmente não existia mais. Senti tanta saudade de poder imprimir o que quero quando eu quero. Impressão na faculdade é um troço horroroso: os computadores estão sempre cheios de vírus e altos dinheiros são gastos no recinto. Não compensa.

Não sei porque decidi fazer ENEM esse ano. Estou terminando a faculdade, não sei se vou fazer outra (se fizesse, o que faria?) e não estudei meia página para a prova. Sei que ENEM é só textão e perguntas aleatórias (saiu coisa até sobre blog!) que eu saberia responder de alguma forma, mas a parte de exatas da prova exige conhecimento específico, né. Mal lembro como faz uma conta de divisão no papel, como eu saberia todas aquelas parafernalhas de química e física e matemática? Sabia nem quando estava no colégio e tinha alguém me ensinando aquilo, imagine agora. Foi uma tortura me deparar com a burrice cara a cara.

Minha irmã pegou emprestado Sandman de um colega dela e então me emprestou. Eu não sabia exatamente do que se tratava, mas acho que sendo Neil Gaiman é sempre seguro pegar pra ler. É o primeiro livro, é HQ, é bonito e é pesado pra caramba. Não sou acostumada a ler quadrinhos, então minha cabeça sempre fica um pouco confusa com o tanto de informação que recebo a cada página. Digo, olha esse tanto de desenho e falas em cada canto, fico tontinha, mas gostei de ler. Amei que tem um capítulo só com gatinhos. ♥

Quando vou à Feira do Livro em Porto Alegre dificilmente é para comprar livros. Não foi diferente esse ano. A Mia, do blog Wink, me convidou para fazer um encontrinho, pique-nique, passeio pela feira junto com outros blogueiros da região. Foi pequeno mas foi limpinho e divertido, com direito a bolo e música aleatória de fundo. ♥

Esse foi um mês de descoberta musical. Nunca tinha ouvido de verdade Taylor Swift porque, num geral, o que eu conhecia por cima não me agradava (melosinha demais), mas baixei na curiosidade o 1989 e amei! Acredito que as batidinhas dançantes me fizeram gostar, coloco para tocar enquanto lavo a louça e danço com os pratos na mão, hehe. 

Fui na biblioteca e peguei vários livros teóricos que ainda nem abri e também peguei Ana Karênina, único dos tantos que comecei a ler. Também foi mês de fazer rancho na Black Friday: comprei vários livros em inglês que não sei se estavam em promoção de fato, mas achei baratos e levei. Agora é só esperar o correio chamar. ♥

Dia 28 de novembro fez cinco anos que conheço o Bruno, meu namorado. Foi num dia 28 em 2009 que a gente se topou no falecido Orkut e desde então não paramos mais de falar. Nhoin, eu amo essa data e eu amo nós dois. ♥

Gilmore Girls venceu minha preguiça

27 de novembro de 2014
gilmore girls, lorelai, rory, emily, richard

Se me derem um livro e um filme da mesma história, acredito que vou ler muito mais rápido o livro que ver o filme, e olha que nem sou uma rápida ou entusiasmada leitora. Nah. Mas tenho essa preguiça inexplicável pela imagem que se mexe. Leio textão no Facebook todo dia e toda hora sem nem reclamar, mas não vejo vídeo no YouTube de gente reclamando sobre exatamente a mesma coisa ou fazendo qualquer coisa que seja no formato. Um exemplo? Ok, aqui vai um exemplo: acho o universo d'as crônicas de gelo e fogo demais, tudo muito legal, tudo muito uau etc. Conheci a história através da série, e conheci a série através da minha professora que estava lendo os livros. Comprei os livros, li os livros, nunca mais vi a série. Eu gostei do que vi da série. Já estão indo pra 5ª temporada e eu ainda nem cocei os dedos pra baixar a 2ª. Aposto meu gato dormindo que o autor vai acabar de escrever os livros e eu ainda não vou ter visto tudinho.

Apesar dessa minha má vontade com filme & série & vloggers, tô indo para a terceira temporada de Gilmore Girls, que comecei a ver esse mês mesmo. Considerando que já levei três semanas pra ver um filme inteiro, 3 temporadas em um mês parece irreal. Eu falaria que estou vendo só por causa do Netflix, que não preciso baixar, é fácil e essas coisas, mas Netflix tá sempre aqui e nunca vejo nada, então esse não é exatamente um motivo de verdade. Como só tem Gilmore Girls no catálogo americano, os paranauês da internet me ajudam a ter acesso e assim posso ver e ler a legenda em inglês. O que pra mim é demais, já que estou nessas de aprender de verdade a língua. Eu sou meio lenta, então o Google Tradutor é meu melhor amigo nessas horas e tá sempre do meu ladinho pro que der e vier.

Vi um monte de gente nas timelines da vida comemorando a série no Netflix dizendo algo entre "sdds", "minha infância" e "sbt". Nunca tinha ouvido falar, mas escolhi ver porque para coisas desconhecidas sempre opto pela opinião alheia. E a opinião alheia acertou em cheio, porque amei. A história toda gira em torno do relacionamento mãe e filha. É isso. Neta-filha-avó, cidade pequena, grandes sonhos, antigas decepções, situações amorosas que vem e vão. Parece simples ou algo que já fizeram antes, mas os personagens são tão legais que a história toda fica interessante. Outro ponto positivo é a agilidade da série, ou, melhor dizendo, a agilidade da Lorelai Gilmore. Todo mundo fala rápido demais, especialmente Lorelai, tão rápido que preciso pausar sempre e respirar um pouco pra não perder o raciocínio ou a piada. As vezes eu perco simplesmente por não entender a referência citada, o que acontece muito durante os diálogos, mas nada que o Google não resolva.

Enfim, tô super empolgadinha vendo, me encaminho pra terceira temporada e espero conseguir ver todas as sete que a série tem. 

Casa de papel

15 de novembro de 2014

Eu sou um tantinho especialista em fazer coisas inúteis que são bonitinhas, porque isso é mais forte que eu. Com a nova impressora aqui em casa vai ser algo ME SEGURAAAA senão imprimo toda a internet e entupo a casa de papel colorido e origami e colagem e estrelas de natal e caderninhos e tudo mais.


Achei esse modelo num site russo (pelo menos essa é a língua que o tradutor disse que era) que me levou para outro site russo onde finalmente achei um link para o dowload do PDF. Imprimi em papel A4 150g, que é mais grosso que folhas comuns e não rasga tão fácil (assim como dá mais sustentação a casinha depois). Para fazer toooodos esses cortes só utilizei o estilete e, por incrível que pareça, não morri.


Mas para fazer essa abóbora virar carruagem levei umas trocentas fucking horas cortando. Acredito que fazer isso não seja muito recomendado caso esteja depressivo ou tendo crises de espirro ou com muita raiva: foram HORAS lado a lado com a lâmina, próxima da morte. Nunca fiz nada tão radical quanto picar esses papeis.


Não bastasse a dificuldade de cortar, a hora de colar também não foi lá tão fácil. Ok, é fácil, mas chato. A cola que usei é a cascorez. Parece num primeiro momento com a cola comum escolar, mas tem uma fixação muito boa e seca bem mais rápido. Ou seja: pelo menos a casinha não vai cair.


Pra que isso vai servir? Não sei, mas tem dois buraquinhos ali em cima do teto que dá pra pendurar em algum lugar como decoração. Fica delicado, e os detalhes dos cortes realçam na meia luz devido as sombras que formam. Ou seja, apesar do trabalhão, um amorzinho ♥

Tchauzinho, outubro

6 de novembro de 2014

SOBRE FILMES
No início do mês pensei, empolgada, que iria ver um monte de filmes e assim riscar um monte da lista de para ver. Que nada, tô cada vez mais preguiçosa. Só vi dois, Priscilla, a Rainha do Deserto e Begin Again. O primeiro é sobre duas drags e uma transsexual na metade dos anos 90, viajando pelo deserto num trailer/ônibus  para uma apresentação que farão. Já o segundo é sobre recomeços. Um cara que os negócios vão de mal a pior, uma moça traída pelo namorado. A vida dá um jeito de colocar esses dois no mesmo caminho e eles tentam se ajeitar, cada um a sua maneira. É fofinho, e a trilha sonora é um amor!

SOBRE PAPEIS
Sou doidinha por papel e tenho a maior empolgação sobre fazer encadernação. Sempre tentei, mas nunca tinha visto o trabalho de outras pessoas ou até mesmo pesquisado técnicas. Só fazia observando livros velhos, mesmo. Fucei nessa internet linda e encontrei muita coisa gringa sobre o assunto. Fiquei tão feliz <3 No início do mês, se não me engano, consegui terminar um caderno pra mim. Ficou um amorzinho, mas não totalmente do jeito que eu queria, ainda não tinha pesquisado nada a respeito e fiz como eu achava que devia ser. Esses dias fiz um mini livrinho, e espero daqui a pouco conseguir fazer cadernos com costura exposta toda ~decorada~. É tão lindo <3

SOBRE LIVROS
O único livro que li por completo foi O Prisioneiro do Céu, segundo da trilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Záfon. Comprei o box porque li o primeiro livro em PDF, amei e... porque tava na promoção. Eu não resisto a promoção. Levei. Empaquei na leitura do terceiro livro, mas por preguiça e por estar lendo outras coisas. Tipo Mary Poppins, livro amor que meu namorado me deu (awn tão lindo - o namorado e o livro), e Eleanor & Park, que comprei só porque o frete era grátis. Risos.

*Eu ia postar isso dia 31 de outubro, mas esqueci, ops.
 

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