Espero que o fim de tarde venha com você

30 de agosto de 2014

Faz pouco mais de um mês que acabaram as férias e meu menino voltou para casa, tenho mil textos rascunhados mal escritos aqui, mas nenhum descreve suficientemente o calorzinho no peito que sinto quando estou ao lado dele ♥.







O que eu salvaria se minha casa pegasse fogo?

28 de agosto de 2014
Uma vez, quando era bem pequeninha, vi um clarão pela janela da então cozinha e fui correndo chamar meus pais. Logo fiquei sabendo do que se tratava: uma casa aqui no bairro estava incendiando, e mesmo que fosse uma noite fria, papai levou todo mundo pra ver o acontecido. Eu estava com um conjuntinho de moletom bordô e havia uma pequena multidão ao redor da casa que queimava sem dó algum. Sorte que as pessoas que lá moravam estavam de férias na praia, e quem estava cuidando da casa trabalhava no momento. O azar foi ter perdido tudo. Depois desse acontecimento, passei a matutar constantemente sobre o que na minha casinha poderia ser salvo numa situação dessas, o que não é fácil, porque ao mesmo tempo que você quer sair vivo, também quer poder segurar toda a casa nas mãos para não perder nada.

Patinhas azuis por brincar com argila da Natalia, haha ♥

GATINHOS: Embora talvez os gatos percebam mil vezes antes que tem algo errado com a casa, melhor garantir e colocar eles em primeiro (família já está inclusa automaticamente, né?). Meus gatinhos são tão dorminhocos que o mundo as vezes está caindo e nada de conseguir acordar. Isso é mais necessário com o Bebê, que dá pra sacudir, pintar a fuça e colocar roupinha que nem se mexe, porque como o Hector é mais assustadinho, qualquer cheiro ou barulho estranho o acorda e faz fugir.


URSÃO: Como eu gosto de guardar tralhas e coisinhas muitas vezes sem sentido, sempre pensei que fosse sentir falta demais dessas coisas se me fossem tiradas abruptamente, mas mudei um pouquinho de opinião depois que mais de dez mil sms's do meu namorado foram embora junto com meu celular para o beleléu, assim como todo o histórico do MSN se foi quando o computador velho foi formatado. Percebi que há certos apegos que só fazem sentido porque há uma lembrança boa relacionada à coisa, mas o sentimento não é a coisa em si, e vai continuar mesmo que o objeto ou o que for um dia não exista mais. Mas abro exceção para o Ursão, presente do meu namorado lindo ♥. Quando estou com dor de cabeça, cólica, ou só carente mesmo, dormir abraçadinha com essa pelúcia gigante é a melhor solução. Melhor presente, melhor namorado ♥, não dá pra deixar às chamas, não.

DOCUMENTOS: Penso também na parte prática da coisa toda. Imagina além de perder todos os bens ter que passar pela torturinha de fazer novos documentos de tudo? Como forma preventiva é melhor deixar tudo reunido num lugar só, porque se já é complicado pegar tudo que se quer antes de sair porque o ônibus já vai passar, imagine só se tiver fogo batendo na bunda.

CASACO: Aqui no RS no inverno é bem frio, e eu tenho pavor de sentir qualquer friozinho que seja. Durmo bem agasalhada, então levantar correndo não seria problemático (fico pensando em quem só dorme de roupa íntima... haha). Por isso, o fogo até poderia levar todas as minhas muambas, mas que deixasse em paz meu casaquinho preferido (acho que é um trench coat? Não entendo das nomenclaturas de moda). É quentinho, me protegeria, serviria como coberta enquanto fosse temporariamente moradora de rua e qualquer coisa quando esquentasse poderia vender por comida.

Acho que dois gatos, um urso grandão de pelúcia, todos documentos e um casaco são o que posso carregar na hora do perigo. O celular e o notebook eu jogaria pras chamas porque só assim pra eu mobilizar e comprar novos que prestem. E vocês, o que salvariam se a casa estivesse pegando fogo?

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Nas garras desse amor gostoso

14 de agosto de 2014


Melhor coisa do inverno é ver esses dois grudadinhos. É só bater um friozinho lá fora que Bebê (o branco) e Hector (o ruivão) logo correm pra dentro de casa e se amontoam um em cima do outro em algum canto. Geralmente esse bola de pelos do amor acontece na minha cama, mas como não tá fácil ter rinite e ter dois gatos, melhor deixar que se amem em outro lugar, como o sofá. 

Não são uns lindos?

Heroes — Robert Cormier

4 de agosto de 2014
Sempre fui uma preguicinha pra tudo nessa vida, mas nesse ano o lado mais afetado por esse meu mal crônico certamente foi o literário. Nunca li tão pouco em tanto tempo. E olha que eu não sou exigente com essas coisas, viu? Acho super ok não querer por algum tempo tocar num livro porque não está na ~vibe~, mas tô nessas desde o início do ano e eu percebi só agora que talvez seja melhor começar a ler algo antes que eu esqueça a ordem do alfabeto. Dei as caras na biblioteca e catei Heroes de Robert Cormier, um livro em inglês que nunca antes tinha ouvido falar e que só levei pra casa porque abri ele numa página aleatória e consegui ler (o que é uma vitória).

Quem narra a história é Francis Joseph Cassavant, um garoto de dezoito anos que teve seu rosto desfigurado por uma granada durante a Segunda Guerra. Ele retorna para a cidade natal dele como herói, mas o único motivo para sua volta é a possibilidade de matar seu ídolo de infância.

A narrativa não apresenta algo ohhhh! novo, é o plot estilo novela plim plim, em que o menino se apaixona pela garota popular da escola, é tímido demais para falar com ela, acontece algo que marca a infância e depois volta para se vingar. Clichê, mas mesmo assim bom de ler (quem não curte um clichêzão, não é?). Uma coisa que achei interessante no livro foi o fato dos capítulos serem curtinhos e se intercalarem entre passado e presente. Isso meio que me facilitou um pouco na leitura porque eu, que nunca fiz curso de inglês e e estudei em escola pública a vida inteira, tenho lá minhas dificuldades. Assim era mais fácil de organizar a história na minha cabeça enquanto eu tinha que recorrer ao Google Tradutor para aquelas palavras que me eram desconhecidas.

Não sei se eu teria curtido esse livro caso lesse ele traduzido. Minha maior emoção mesmo foi a de conseguir ler, haha. Minha leitura nem sempre flui bem e as vezes me embanano toda quando tem muita expressão desconhecida junta, mas seguro na mão do deus Google e lá vou eu desbravando uma outra língua. Quem aí entende do riscado e costuma ler poderia me indicar livros (em inglês) de fácil leitura? ♥
 

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