Mini árvore de natal

14 de dezembro de 2014

Não sei se foi o Pinterest que me causou isso (bem provável), mas nesse ano estou toda felizinha com a chegada do natal. Aqui em casa nunca se teve esse costume de encher cada canto com algum penduricalho natalino (té mesmo porque, jesuis amado, que troços caros), mas ver monte de coisinha de natal pelas internetes me faz crer que essa é realmente uma boa data para se comemorar. Não temos frio e neve e provavelmente nem chaminé para Seu Noel descer milagrosamente com aquela pança gorda, mas temos família, seja qual for a forma, e temos comida, abraços e a sensação de coração aquecido.

E falando em papai Noel, não sou muito empolgada com a figura dele. Não sei, me parece que ele não representa exatamente o natal, e talvez por isso acho estranho ver casas e decorações repletas de papais Noel de tudo que é tipo, tamanho, forma. Tipo, nah, não precisa, caras. Gosto mesmo de árvores, penduricalhos de vários tipos de materiais, muito glitter (natal nos dá licença poética para breguice), fitas bonitas, laços diferentes. Enfim, tudo que for criativo com essa temática.

Então, ta-dá, fiz uma mini árvore de natal. Bem simples, com materiais simples, e que pode ficar bonita em cima da mesa, home office, onde quiser ♥

Materiais

  1. folha de ofício
  2. algum recipiente com água
  3. cola (eu uso a cascorez, mas acredito que a comum serve também)
  4. linha para cobrir a árvore
  5. fita durex
  6. e os penduricalhos que quiser por na árvore depois de pronta


A primeira parte é fazer a base. Com a folha de ofício se faz um cone (aqui explica como fazer um direitinho) e depois se cobre com a fita durex. É bem importante não deixar nenhum canto do papel exposto, porque depois pode ser complicado retirar a árvore.

Coloque mais ou menos uma colher (de sopa) de cola no recipiente com água e misture bem. Feito isso, corte a linha em vários pedaços, mergulhe nessa cola com água e vá cobrindo com a linha a base feita, do jeito que preferir. Uma dica é dispor as linhas em várias direções, porque assim dá mais resistência à árvore, já que vai ficar toda vazada.

Enquanto a linha está toda molhada, dá para ir colocando os enfeites que quiser: jogar glitter, fazer lacinhos com fita, encher de pedrinhas. Depois é só esperar secar bem e retirar a mini árvore com a ajuda de algum palito  ou qualquer coisa que não desfaça a estrutura. Como a base foi toda coberta com fita, a linha se desgruda bem fácil, mesmo depois da cola seca. 


E prontinho! Depois de estruturada  é só customizar como quiser. Acredito que dê para fazer muita coisa legal e ser uma opção de enfeite para espaços pequenos. ♥

Feito à mão: caderno coloridinho

9 de dezembro de 2014

Uma coisa que une papel bonito e tecido fofo é encadernação. E na encadernação artesanal o papel nem precisa ser tão bonito ou o tecido ser tão fofo, se é feito com cuidado fica bonito com qualquer material.

Por isso desde pequena sempre prestei atenção em como os "livros grossos" eram feitos. Como as páginas ficam juntas? O que faz segurar o miolo à capa?, e tentava fazer minhas próprias versões, um tantinho desastrosas nas costuras, que depois de tanto tentar, aprendi. E é só questão de prática, mesmo, pra ter uma coisa bonita (ou pelo menos decente) em mãos.


Os materiais para fazer são simples: papel para miolo, papel para a capa, tesoura e estilete, tecido, linha e agulha, cola. Se precisar de mais materiais é questão de frescurinha, porque o básicão é isso.

A parte mais difícil para mim é cortar o papel kraft, que é um horror de grosso e haja paciência. Costurar, que parece ser uma parte chata, é o melhor passatempo. 





E prontinho! Tenho aqui um caderninho em tamanho A6, todo coloridinho.  Esse já vai ser presente de natal de alguém hehe, mas tenho vários caderninhos aqui quase terminados e penso em sortear um aqui no blog. Que que cês acham?

A equilibrista

5 de dezembro de 2014
imagem: Adara Sanchez Angulano

A aula acabou cedo e eu, com fome, fui no bar comprar um salgado. A sede de café (que acabou aqui em casa) também bateu e fui na máquina comprar um. Poderia parar e sentar para comer, mas não queria perder o ônibus que já iria passar.

E eu o vi passando. Aquele ônibus verde diminuía a velocidade para fazer sua parada no ponto enquanto eu apressava a minha na tentativa de chegar até ele. Café em uma mão, salgado em outra, bolsa no ombro e caderno, que não cabia nela, debaixo do braço.

Corri estabanada, derrubei café, cabelo todo na cara CORRE CORRE CORRE epa mais café no chão CORRE CORRE CORRE sai cabelo não vejo nada CORRE CORRE CORRE ai meu deus não quero morrer atropelada carros parem pfv. CHEGUEEEEI. Bufando, mas cheguei.

Acho que foi algum milagre divino ou coisa assim, porque não lembro como consegui retirar o cartão de dentro da minha bolsa sendo que as duas mãos estavam ocupadas e não tinha jeito de desocupa-las no momento. Mas enfim, de alguma forma (provavelmente intervenção divina) o cartão do ônibus surgiu em minhas mãos e consegui passar a catraca, não sem antes derrubar mais café no chão com um bônus de cara feia da menina ao lado para mim.

Sentei finalmente no banco, joguei bolsa e caderno pro lado e continuei comendo e tomando café. Os guardanapos que vieram com o salgado sem querer voaram pelo ônibus porque ainda não tinha como segurar direito e por isso teve mais cara feia pra mim, mas pelo menos já estava chegando em casa. Tô viva, quieta no meu canto e de barriguinha cheia. É isso que importa.

Novembro de livros e saudade

30 de novembro de 2014

Did she miss him?
She wanted to lose herself in him. To tie his arms around her like a tourniquet.
If she showed him how much she needed him, he'd run away.
Eleanor & Park, página 160

Terminar de ler Eleanor & Park no fim de outubro sucedeu na minha choradeira do início de novembro. Devia ser efeito da TPM, mas sei que ler sobre aquele casal fofinho e estranho e muito amorzinho fez com que a saudade que já sentia (e sempre sinto) multiplicasse de um jeito que minha cabeça de humanas não poderia contar.

E acho que o mundo estava mesmo conspirando para aumentar a conta da saudade. Nesse mês comecei a ver Gilmore Girls e, a medida que os capítulos avançavam, vi acontecer o casal super fofo e adolescente, Rory e Dean. Fiquei chorosa, mas também ri com os personagens foras da casinha. ♥

Nesse mês também surgiu uma nova impressora aqui em casa. Já tínhamos uma, mas só servia para scannear coisas, a função principal que é imprimir e copiar simplesmente não existia mais. Senti tanta saudade de poder imprimir o que quero quando eu quero. Impressão na faculdade é um troço horroroso: os computadores estão sempre cheios de vírus e altos dinheiros são gastos no recinto. Não compensa.

Não sei porque decidi fazer ENEM esse ano. Estou terminando a faculdade, não sei se vou fazer outra (se fizesse, o que faria?) e não estudei meia página para a prova. Sei que ENEM é só textão e perguntas aleatórias (saiu coisa até sobre blog!) que eu saberia responder de alguma forma, mas a parte de exatas da prova exige conhecimento específico, né. Mal lembro como faz uma conta de divisão no papel, como eu saberia todas aquelas parafernalhas de química e física e matemática? Sabia nem quando estava no colégio e tinha alguém me ensinando aquilo, imagine agora. Foi uma tortura me deparar com a burrice cara a cara.

Minha irmã pegou emprestado Sandman de um colega dela e então me emprestou. Eu não sabia exatamente do que se tratava, mas acho que sendo Neil Gaiman é sempre seguro pegar pra ler. É o primeiro livro, é HQ, é bonito e é pesado pra caramba. Não sou acostumada a ler quadrinhos, então minha cabeça sempre fica um pouco confusa com o tanto de informação que recebo a cada página. Digo, olha esse tanto de desenho e falas em cada canto, fico tontinha, mas gostei de ler. Amei que tem um capítulo só com gatinhos. ♥

Quando vou à Feira do Livro em Porto Alegre dificilmente é para comprar livros. Não foi diferente esse ano. A Mia, do blog Wink, me convidou para fazer um encontrinho, pique-nique, passeio pela feira junto com outros blogueiros da região. Foi pequeno mas foi limpinho e divertido, com direito a bolo e música aleatória de fundo. ♥

Esse foi um mês de descoberta musical. Nunca tinha ouvido de verdade Taylor Swift porque, num geral, o que eu conhecia por cima não me agradava (melosinha demais), mas baixei na curiosidade o 1989 e amei! Acredito que as batidinhas dançantes me fizeram gostar, coloco para tocar enquanto lavo a louça e danço com os pratos na mão, hehe. 

Fui na biblioteca e peguei vários livros teóricos que ainda nem abri e também peguei Ana Karênina, único dos tantos que comecei a ler. Também foi mês de fazer rancho na Black Friday: comprei vários livros em inglês que não sei se estavam em promoção de fato, mas achei baratos e levei. Agora é só esperar o correio chamar. ♥

Dia 28 de novembro fez cinco anos que conheço o Bruno, meu namorado. Foi num dia 28 em 2009 que a gente se topou no falecido Orkut e desde então não paramos mais de falar. Nhoin, eu amo essa data e eu amo nós dois. ♥

Gilmore Girls venceu minha preguiça

27 de novembro de 2014
gilmore girls, lorelai, rory, emily, richard

Se me derem um livro e um filme da mesma história, acredito que vou ler muito mais rápido o livro que ver o filme, e olha que nem sou uma rápida ou entusiasmada leitora. Nah. Mas tenho essa preguiça inexplicável pela imagem que se mexe. Leio textão no Facebook todo dia e toda hora sem nem reclamar, mas não vejo vídeo no YouTube de gente reclamando sobre exatamente a mesma coisa ou fazendo qualquer coisa que seja no formato. Um exemplo? Ok, aqui vai um exemplo: acho o universo d'as crônicas de gelo e fogo demais, tudo muito legal, tudo muito uau etc. Conheci a história através da série, e conheci a série através da minha professora que estava lendo os livros. Comprei os livros, li os livros, nunca mais vi a série. Eu gostei do que vi da série. Já estão indo pra 5ª temporada e eu ainda nem cocei os dedos pra baixar a 2ª. Aposto meu gato dormindo que o autor vai acabar de escrever os livros e eu ainda não vou ter visto tudinho.

Apesar dessa minha má vontade com filme & série & vloggers, tô indo para a terceira temporada de Gilmore Girls, que comecei a ver esse mês mesmo. Considerando que já levei três semanas pra ver um filme inteiro, 3 temporadas em um mês parece irreal. Eu falaria que estou vendo só por causa do Netflix, que não preciso baixar, é fácil e essas coisas, mas Netflix tá sempre aqui e nunca vejo nada, então esse não é exatamente um motivo de verdade. Como só tem Gilmore Girls no catálogo americano, os paranauês da internet me ajudam a ter acesso e assim posso ver e ler a legenda em inglês. O que pra mim é demais, já que estou nessas de aprender de verdade a língua. Eu sou meio lenta, então o Google Tradutor é meu melhor amigo nessas horas e tá sempre do meu ladinho pro que der e vier.

Vi um monte de gente nas timelines da vida comemorando a série no Netflix dizendo algo entre "sdds", "minha infância" e "sbt". Nunca tinha ouvido falar, mas escolhi ver porque para coisas desconhecidas sempre opto pela opinião alheia. E a opinião alheia acertou em cheio, porque amei. A história toda gira em torno do relacionamento mãe e filha. É isso. Neta-filha-avó, cidade pequena, grandes sonhos, antigas decepções, situações amorosas que vem e vão. Parece simples ou algo que já fizeram antes, mas os personagens são tão legais que a história toda fica interessante. Outro ponto positivo é a agilidade da série, ou, melhor dizendo, a agilidade da Lorelai Gilmore. Todo mundo fala rápido demais, especialmente Lorelai, tão rápido que preciso pausar sempre e respirar um pouco pra não perder o raciocínio ou a piada. As vezes eu perco simplesmente por não entender a referência citada, o que acontece muito durante os diálogos, mas nada que o Google não resolva.

Enfim, tô super empolgadinha vendo, me encaminho pra terceira temporada e espero conseguir ver todas as sete que a série tem. 

Casa de papel

15 de novembro de 2014

Eu sou um tantinho especialista em fazer coisas inúteis que são bonitinhas, porque isso é mais forte que eu. Com a nova impressora aqui em casa vai ser algo ME SEGURAAAA senão imprimo toda a internet e entupo a casa de papel colorido e origami e colagem e estrelas de natal e caderninhos e tudo mais.


Achei esse modelo num site russo (pelo menos essa é a língua que o tradutor disse que era) que me levou para outro site russo onde finalmente achei um link para o dowload do PDF. Imprimi em papel A4 150g, que é mais grosso que folhas comuns e não rasga tão fácil (assim como dá mais sustentação a casinha depois). Para fazer toooodos esses cortes só utilizei o estilete e, por incrível que pareça, não morri.


Mas para fazer essa abóbora virar carruagem levei umas trocentas fucking horas cortando. Acredito que fazer isso não seja muito recomendado caso esteja depressivo ou tendo crises de espirro ou com muita raiva: foram HORAS lado a lado com a lâmina, próxima da morte. Nunca fiz nada tão radical quanto picar esses papeis.


Não bastasse a dificuldade de cortar, a hora de colar também não foi lá tão fácil. Ok, é fácil, mas chato. A cola que usei é a cascorez. Parece num primeiro momento com a cola comum escolar, mas tem uma fixação muito boa e seca bem mais rápido. Ou seja: pelo menos a casinha não vai cair.


Pra que isso vai servir? Não sei, mas tem dois buraquinhos ali em cima do teto que dá pra pendurar em algum lugar como decoração. Fica delicado, e os detalhes dos cortes realçam na meia luz devido as sombras que formam. Ou seja, apesar do trabalhão, um amorzinho ♥

Tchauzinho, outubro

6 de novembro de 2014

SOBRE FILMES
No início do mês pensei, empolgada, que iria ver um monte de filmes e assim riscar um monte da lista de para ver. Que nada, tô cada vez mais preguiçosa. Só vi dois, Priscilla, a Rainha do Deserto e Begin Again. O primeiro é sobre duas drags e uma transsexual na metade dos anos 90, viajando pelo deserto num trailer/ônibus  para uma apresentação que farão. Já o segundo é sobre recomeços. Um cara que os negócios vão de mal a pior, uma moça traída pelo namorado. A vida dá um jeito de colocar esses dois no mesmo caminho e eles tentam se ajeitar, cada um a sua maneira. É fofinho, e a trilha sonora é um amor!

SOBRE PAPEIS
Sou doidinha por papel e tenho a maior empolgação sobre fazer encadernação. Sempre tentei, mas nunca tinha visto o trabalho de outras pessoas ou até mesmo pesquisado técnicas. Só fazia observando livros velhos, mesmo. Fucei nessa internet linda e encontrei muita coisa gringa sobre o assunto. Fiquei tão feliz <3 No início do mês, se não me engano, consegui terminar um caderno pra mim. Ficou um amorzinho, mas não totalmente do jeito que eu queria, ainda não tinha pesquisado nada a respeito e fiz como eu achava que devia ser. Esses dias fiz um mini livrinho, e espero daqui a pouco conseguir fazer cadernos com costura exposta toda ~decorada~. É tão lindo <3

SOBRE LIVROS
O único livro que li por completo foi O Prisioneiro do Céu, segundo da trilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Záfon. Comprei o box porque li o primeiro livro em PDF, amei e... porque tava na promoção. Eu não resisto a promoção. Levei. Empaquei na leitura do terceiro livro, mas por preguiça e por estar lendo outras coisas. Tipo Mary Poppins, livro amor que meu namorado me deu (awn tão lindo - o namorado e o livro), e Eleanor & Park, que comprei só porque o frete era grátis. Risos.

*Eu ia postar isso dia 31 de outubro, mas esqueci, ops.

Mini book

25 de outubro de 2014

Acho que eu nunca deixei bem claro aqui o quanto eu sempre gostei de lidar com papel. Amo a textura, o cheiro, a possibilidade de trabalhar de diversas maneiras. E papel sempre remete à infância, quando eu achava que simplesmente tudo podia ser resolvido ou reproduzido com ele. Eu já tentei, acredite, fazer patins com rolos de papel higiênico (falhei miseravelmente); perdia noites de sono pensando em como poderia fazer um 14bis (SIM, um avião) com papelão de caixa de leite.


Foi bem simples fazer esse mini caderninho. Para o miolo ocupei só uma folha A4, que cortei, dobrei e costurei como livro mesmo. Não consegui tirar uma foto decente dos detalhes, mas achei que ficou um amorzinho, hehe. Segurar essa miniatura na mão me lembrou das coisinhas que fazia para brincar com minha irmã: mochila de rodinhas (de papelão), caderninhos, vestidinhos. Tudo pequeno para o mundo reduzido que a gente construía. Deu vontade de fazer uma mini biblioteca ♥

Rabiscos no caderno

21 de outubro de 2014
Quando era pequena adorava achar que sabia desenhar como gente grande. Fazia uns rabiscos desproporcionais, metia umas sombras nadavê em todos os cantos (lápis 6B, esfumadinho com o dedo, super sabendo dos paranauê - vi essa dica na Eliana quando ainda ela apresentava programas infantis, mil anos atrás), e voilà, lá estava me exibindo pra toda turma.

Minha irmã "aprendeu" a desenhar imitando os meus rabiscos. Começou a desenhar todos os dias e agora a moleca se encontra na metade da faculdade de Artes Visuais na UFRGS. Já eu parei de tentar e agora só sei fazer rabisco palito, sem frescura alguma.


Como o traço palito é meu amigo, as vezes tento arriscar na tipografia porque tipografia é amor. Faz tempo que minha letra deixou de ser bonita, então né.......... é um pouquinho complicado. Esse love foi rabiscado incontáveis vezes até parecer decentinho. Eu escrevia assim na escola normalmente, o que que aconteceu?



Esse é o desenho do que eu vesti outro dia e ficou mais gordinha que a Marina original.

Isso são fotos de webcam? São sim!!!1 Minha câmera anda tão mais bostinha que o normal que tive nem vontade de pegar ela e tirar aquelas fotinhos meia boca de sempre. Vai de webcam mesmo porque se duvidar ficaram até melhores do que seria com a câmera. Ô tristeza.

Minha vontade de é deixar tudo coloridão, mas e o medo de estragar com tudo, como fica?

Look do dia ilustrado

14 de outubro de 2014

Tempos atrás meu namorado deu uma agendinha super amor para mim. Tinha planos de usar ela como agenda mesmo, mas como sou um poço de desorganização que nem com tudo escritinho no papel adianta, resolvi usar pra desenhar mesmo.

Fui assim semana passada. Chovia bastante, mas não estava frio o suficiente para precisar usar uma calça, então coloquei vestido e meia calça porque eu amo loucamente essa combinação ♥. Sei que a maioria das pessoas tira foto do ~look~ e posta no instagram pra se exibir, porém: 1) não tenho instagram; 2) não sei tirar foto de mim mesma; 3) não tenho espelho em casa que não tenha bagunça atrás. Então fiz o super óbvio de desenhar o que vesti e scanear minhas roupas. Quem nunca scaneou as meias né mesmo? Hehe.

Mini Marina

13 de outubro de 2014

"Mini Marina" é o nome da pasta em que coloquei as fotos de euzinha quando pirralha. Amo essas fotinhas, me acho tão fofinha. Pena que a gente cresce, né? As bochechas gordinhas sumiram, as pernocas ficaram quilométricas e a disposição virou preguiça. Nessa foto de cima eu tô correndo atrás dos pombos, no centro de Porto Alegre. Maioria das pessoas é que corre dos pombos e não para eles, com a justificativa "ai, doenças". Podem até ter, mas awn, são fofinhos. Até hoje se vejo um corro atrás.


Foto aqui em casa, quando ainda tudo estava pela metade e meu tio ainda nem tinha começado a construir a casa ao lado. 


Essa coisa gorda no meu colo é minha irmã mais nova. De fundo tem a bicicleta da Barbie, e foi nessa bicicleta, mais tarde sem as rodinhas laterais, em que aprendi a andar como gente grande. 



Briguei com a impressora para digitalizar essa última foto e por fim desisti. Taí a prova de que sou doidinha por gatos desde sempre, haha.

Tenho bastante foto da infância porque toda vez que a família saía, papai levava a câmera analógica na mão. Da adolescência tenho nada, porque foi um período obscuro da vida em que não tinha câmera digital, nem a analógica funcionava direito. Penso em um dia digitalizar todos os álbuns aqui de casa, mas para isso haja ânimo. Um dia, um dia.

A morte horrível que é comprar roupas

8 de outubro de 2014
Querido diário, hoje foi dia de bater perna em Porto Alegre em busca de roupa amorzinho (porque meu guarda roupa está semi-nu dessa categoria). Saí com minha mãe logo após o almoço, pegamos carona com meu pai e então o trem, que estava uma delícia de cheio, e chegamos numa PoA que não se decidia se estava calor ou frio. No início me arrependi de sair de casa com apenas uma regata sem casaco, mas depois percebi que o tanto de gente a nossa volta faria desnecessário o uso de uma peça extra.

Já fui mais suave na nave na hora de comprar roupa, o que vem tô levando, etc, mas com o tempo fui ficando mais cri cri. Quando pego uma roupa que me agrada na mão, saio catando a etiqueta em primeiro lugar. Nada de ficar medindo no corpo ou até provando antes de ver o preço, que é pra não criar afeição pela dita cuja (assim fica mais fácil de dizer um "aff não gostei dessa porcariaaaa" em alto e bom tom para aquela blusa que poderia ser o amor da sua vida caso não custasse uns 300 pila). Se passar pelo teste de Bonito & Barato, tem que também ver se é algo que eu vou usar realmente. Porque assim, não adianta comprar uma coisa que achei bonita no momento mas que depois vai ficar servindo de cama para os gatos. Se também passar na fase Vou Usar Com Certeza do teste, posso levar que é boa compra.

Tendo em mente esse meu procedimento-padrão, adentrei o máximo de lojas possível. A minha ideia inicial era comprar um vestido dia a dia que desse para usar em qualquer ocasião. Sabe aquelas peças-chave que ficam bem com qualquer coisa? Então, queria algo nesse nível. Tenho um vestido lindão verde que é bem assim. Posso usar com tênis no verão, meia calça e casaco no frio e se colocar um salto dá pra ir numa festa de boa. Versatilidade define bem.

Mas acho que isso é pedir demais, né? Porque foi uma decepção atrás da outra. A cada saída de loja minhas esperanças de encontrar algo bom perdido naqueles mares de pano iam diminuindo, diminuindo... até chegar no nível Queria Estar Morta (eu te entendo, Laninha). Quando eu perguntava por vestidos para alguma atendente, tudo que me mostravam era ou aqueles vestidos de malha com estampa de bicho ou roupa pra festa tipo balada, justinho, piriguete, muito peito-bunda-coxa à mostra (nada contra, mas para mim não rola de jeito nenhum). Isso quando tinha vestido. Um monte de lugares que entrei não tinha um mísero vestido tosco pra eu olhar, dizer que é feio e dar meia volta. Nem isso. Em duas lojas que passei nem foi preciso entrar ou dizer o que eu queria: já me disseram na cara que não tinha nada pro meu tamanho. Hehe </3. Minha mãe, que foi comigo e queria comprar uma blusinha que se encaixasse no Bonito & Barato + Vou Usar Com Certeza, saiu desolada também. Transparência demais, renda (feia) demais, transparência com buracos aleatórios na roupa e renda demais. Em. Todas. As. Lojas. Era. Assim. E quando via algo que era minimamente decente, custava os olhos da cara. Cadê roupa bonita?

Minha sorte é que eu não estava procurando calça jeans. Meio que desisti de comprar jeans depois das tantas vezes que saí esperançosa e voltei pra casa de mãos vazias. Porque tudo é um grande lixinho. Onde estão as calças funcionais, de uma coloração só, sem frescuras de mil pedrinhas e glitter? Onde estão as calças pretas ou cor brim? Onde estão as calças com bolsos? Cadê os bolsos, cara. Cadê. É só olhar pra ala masculina com peças na mesma faixa de preço que estão lá os jeans com textura boa (não como a maioria dos femininos, que é um tecido porquinho e fininho), com bolsos de verdade na frente e atrás. Eu não quero botões gigantes para fechar, não quero que a marca ocupe todo o espaço da bunda, não quero comprar uma calça que tem quatro bolsos que não servem para nada. Também não posso (mas de qualquer forma não quero) pagar 200 reais para ter uma calça minimamente usável, porque sou magrela e geralmente, além disso tudo, não tem nada do meu tamanho se eu não quiser pagar muito caro.

No fim acabei comprando um vestidinho tosquinho mas que caiu bem em mim. Milagre! Não era nem de longe o que eu queria, mas usável e bem barato. Mamãe as vezes diz brincando que para preencher os vestidos e blusas das lojas, só colocando silicone. Olha, com o dinheiro que se usaria para entrar na faca, daria muito bem para pagar um curso técnico de molde + corte e costura e fazer todas as roupas de acordo com o corpo, e nunca mais sofrer sem achar nada que presta por aí. Bem, taí uma boa ideia.

Karaoke feelings

30 de setembro de 2014

  • Destrokk - MGMT
  • Eu e minha ex - Júpiter Maçã
  • Mr brightside - The Killers
  • Pra ser sincero - Engenheiros do Hawai
  • I Follow rivers - Lykke Li
  • Cara de vilão - Cartolas
  • I've had the time of my life - Dirty Dancing
  • Lua de cristal - Xuxa
Por ser tímida, nunca cantei em karaoke e acredito que nem cantaria publicamente, mas sempre achei legal a coragem das pessoas de pegar um microfone no barzinho às moscas da praia e cantar sem medo de ser feliz. Não sei fazer playlist (mesmo amando loucamente ouvir uma), por isso fiz uma seleção meio pobrinha de músicas que me fazem abrir a boca pra cantar junto ♥. (fiz lista à mão das músicas, mas atualizo o post amanhã que minha impressora não tá funcionando, haha)

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

As cores de Sarah Goodreau

21 de setembro de 2014



Um dos motivos que me faz amar o Tumblr é a possibilidade de encontrar trabalhos legais de gente pelo mundo. Por lá descobri as ilustrações coloridinhas da Sarah Goodreau. O que eu mais curti foi o traço simples e as cores de cada desenho. Parecem saídas de um livro infantil ♥. Dá para conferir mais trabalhos no blog dela.

Lanchinho da madrugada: eu tentei

18 de setembro de 2014
Que eu sou péssima na cozinha até a máquina de lavar roupa sabe porque as panelas fofocaram isso por aí, mas de vez em quando eu tento. Não que eu tente teeeeente de verdade porque não tenho as manhas nem o gingado necessário pra isso (eu me atrapalho toda, pareço visita que vem em casa e sai catando o banheiro porque não sabe onde que é). Fico perdidinha. Por isso que não faço nada além de um almoço comum de dia de semana ou um almoço pobre de domingo. Mas aí volto pra casa da faculdade, enrolo pra comer na hora e quando vejo já é uma da manhã e eu com um buraco negro na pança de tanta fome. Pois bem, hora das tentativas. Então tentei os clássicos Ovo Frito & Pão com Queijo no Microondas. Deu nisso aí:


Ninguém pediu, mas vou fazer receita dessa obra prima culinária. Você vai precisar de:
  • 01 ovo
  • 01 pouco (mas pode ser muito) de salsinha
  • 01 pouco sal
  • 01 pouco de azeite/óleo/olhos/alhos (você decide)
  • 01 fatia de pão (esse daí é mamãe que faz, e é integral)
  • 02 fatias de queijo do tipo que derrete bem
  • 01 microondas que funcione
  • 01 frigideira (de preferência menor que a minha, que é um horror de gigante)
  • 02 pratos do jeitinho que você quiser´
Tem tudo isso aí em cima? Então quebre o ovo no prato, põe um pouco de sal, põe a salsinha e mexe. Mas se não quiser mexer tudo bem. Joga tudo sem medo na frigideira, previamente aquecidinha com o azeite/óleo/olhos/alhos. Tacou tudo no fogo? Então pega o outro prato, coloca o pão dentro e as fatias de queijo em cima e leva pro microondas. Aqui em casa sempre coloco 40 segundos e fica uma delícia. Tira do microondas, coloca o ovo por cima e voilà, tá servido o lanchinho.

Fiquem ligadinhos, que quando vocês menos esperam vai ter mais receita inútil que todo mundo já sabe fazer :D

I heart cats

16 de setembro de 2014

Tempos atrás me desenhei toscamente à mão, digitalizei e colori do jeito que dava no Photoshop (não sei colorir e não sei muito dos paranauês do PS). Na real life eu não tenho o joelho inchado e minhas pernas são um pouco mais próximas que isso, assim como meu pescoço não é tão quilométrico assim. Mas quanto à magreza e falta de peitos tá bem representado nessa ~obra de arte~ acima. Hehe, olho pro desenho e rio de tão torta que tô, hehe.

Nothing

13 de setembro de 2014

Vi essa imagem aqui e achei por demais euzinha. Meus dias têm sido um grande nada, naaada, naaaaada. Acho que alguma coisa tem que ser mudada, só tenho que saber o que (na verdade eu sei, só que a preguicinha bate e não saio do lugar).

Uma lista de playlists

11 de setembro de 2014

Eu sou doidinha por playlists. Gosto de saber que alguém juntou aquele monte de música e pensou na ordem, que tem algum sentido ou lógica, gosto saber do gosto musical alheio. E isso vale pra qualquer vertente musical: ouço playlist de dubstep a pagode sem problema algum. Minha frustração é que não sei fazer uma que fique decente, por isso adoro quem faz.

PLAYLISTINHAS SUPIMPAS

Anos 80: por muito tempo ouvi rádio à noite. As vezes antes de dormir, as vezes a madrugada toda, mas era sempre mais ou menos embalado pelo mesmo estilo: coisas oitentistas que mal conhecia (mas já curtia pacas). O 8tracks me mandou um daqueles e-mails indicando playlists e achei essa bem na vibe das rádios que escutava: não conheço nada porém amo tudo. Ouça aqui!

Hipster: que o mundo hipster está em declínio todo mundo já sabe, mas a cena ~underground~ nunca morre. Lá no blog Eu li, e agora? tem uma playlist cheia dessas músicas que ninguém nunca ouviu falar, mas que é uma delícia de ouvir.

Anos 90: 90' is the new 80'. Se nos anos 2000 havia o culto aos oitentinha, nessa década Cher é quem manda. No blog Borboletando tem anos 90 e mais trocentas outras playlists pra amar ♥.

Na praia: playlistinha achada no 8tracks também, toda trabalhada na hipsteria mas com uma carinha de rede na praia com os amigos. Cê pode ouvir aqui!

Na academia: nunca pisei numa "cadimia" na vida, mas sou a louca das danças enquanto lavo a louça ou varro o chão. E é sempre uma arte conseguir parecer normal quando alguém aparece do nada no recinto e te pega com as mãos pra cima pronta pra dar uma pirueta performática. A Sou Phyna fez uma seleção de canais do YouTube pra aprender a dançar em casa \o/ (ou pelo menos tentar).

Dilemas da vida: A vida tem dessas situações que pede uma trilha sonora. A Anna do So Contagious tem mixtape pra uma pá de momentos e em todos tem uma mistureba de músicas muito bem selecionadas :D.

Na hora do recreio: adoro a proposta da Rookie Mag de ser uma  publicação adolescente e mesmo assim não ser "bobinha". Lá também tem monte de música pra ouvir e nova playlist toda sexta!

E minha playlist-de-uma-música é essa: Intro, The XX. Faço minhas coisas em casa, meus trabalhos, danço e durmo embalada por esse sonzinho delícia deles. Quanto mais horas tiver essa música, melhor.



Quem aí faz ou curte umas playlists legais se manifeste, vou adorar ouvir ♥

As ilustrações de Valerie Chua

7 de setembro de 2014
As ilustrações de Valerie Chua

Valerie Chua é uma artista visual do sudeste asiático que tem como influências na sua arte a literatura, poesia, o realismo mágico e natureza. Descobri o trabalho de Valerie recentemente no Tumblr e me encantei com as cores delicadas e o florido existente em quase todas as aquarelas da moça. "I love how Asian art is very colorful. I usually start with lots of color and then I mute them. People say they are drawn to this feature and it relaxes them." (daqui) ♥

Florezinhas, primaverinha

3 de setembro de 2014



Primavera é aquela época em que alérgicos espirram porque tem abelhinhas felizes demais indo de flor em flor enchendo suas bundinhas de pólen. Primavera é ver mini casais de borboletas se amando pelo ar entre as árvores do pátio. É fazer sol mas sair com um casaco, é sentar na grama do parque, andar de mãos dadas, ver os dias terminarem cada vez mais tarde. Primavera é amor, e um amor bem colorido.

Tema sugerido pelo grupo amorzinho We Love Photos ♥

Chuva lá fora e aqui dentro

2 de setembro de 2014

Barulho de chuva na janela, o poc poc do telhado para chão. Céu cinza – ok, cinza não. Cinza é genérico demais. Aquela mistura de um fundo azul bonito sobreposto várias vezes por camadas de nuvens que, de alguma forma estranha, faz com que represente exatamente o que sinto agora. Mas eu nem sei o que sinto. Acho que também é uma mistura. Misturinha de sentimento bonito com camadas de saudade, de saudade, de saudade.

Aí chove. Mas antes de chover, faz barulho demais. Tem alguém bravo lá em cima? Talvez sejam gatinhos fazendo bagunça na portaria de Seu Pedroca, lá do céu. Os meus que não são, porque estão dormindo e eu tô vendo. Mas aqui embaixo também faz barulho. Dia que já acorda cinza costuma vir acompanhado de pipoca. Poc. Um gatinho espreguiça e põe as patas em cima de outro, que nem nota. Poc, poc, poc, POC. Pipocas prontinhas. Só puxar as cobertas pra cima, ligar a TV em qualquer canal e fazer de conta que a qualquer momento a saudade vai dar uma trégua e me trazer um café.

Espero que o fim de tarde venha com você

30 de agosto de 2014

Faz pouco mais de um mês que acabaram as férias e meu menino voltou para casa, tenho mil textos rascunhados mal escritos aqui, mas nenhum descreve suficientemente o calorzinho no peito que sinto quando estou ao lado dele ♥.







 

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