Longe demais

29 de outubro de 2013

Aí que eu tô nesse estado chorandinho precisando de abraço e - AI MEU DEUS - meu namorado tá tão longe, e todo mundo em casa já tá dormindo, então não rola nem ligar a tv pra deixar um som ambiente e fingir ter companhia (faço isso quando tô lavando louça e não tem ninguém em casa ou do meu lado). O que me resta é abraçar o travesseiro e fingir que ele tá curtindo ser meu amigo (se ligou que a questão toda é fazer de conta que tem alguém do meu ladinho né?).

Enquanto a solução dos meus problemas (vulgo amorzão) ainda se encontra longe tão longe daqui, vou levando como dá. Como não tem leite condensado em casa (fim de mês sempre uma maravilha) pra fazer brigadeiro de panela pra acabar de com toda a chorumela, o jeito mesmo é ficar deitadinha debaixo das cobertas e esquentar a barriga com o notebook.

Aqui em casa a internet teu seu próprio toque-de-recolher que é monitorado pelo patriarca, aí de noitinha se eu quero ver filme ou baixar alguma coisa ou, sei lá, stalkear meu namorado, não posso porque internet não há. Lamentações à parte, o que me resta é ver sempre os filmes-de-sempre, os vip, os top confirmado (eu tenho uma eterna preguiça de baixar mais).

Como eu já disse, estou nesse estado conhecido como Abraça O Travesseiro E Chora, o que, não sei por que exatamente, sempre me faz querer ver Closer. Assim, pintou lagriminha no olho, bora abrir a pasta vídeos > filmes > Closer. Fazendo um belíssimo comparativo, seria como abrir a tampa da panela de brigadeiro.

Não sei, fico melhorzinha só de ver o título C L O S E R bem grudadinho nos meus zóio. Vem aquela sensação de que daqui a pouco eu vou chorar (mais um pouco), porque eu sempre choro. Sensação de que eu já sei todas as falas e mesmo assim fico toda boboca pensando "meldels que diálogo demais!!!". Sensação de inveja porque queria ser gata como a Natalie Portman. Hehe. ):

O filme é tão bom que nesse ponto já nem to mais nadando em lágrimas e nem vendo o próprio filme, porque pausei só pra poder abrir o Word e falar bem dele. To bem, já posso nanar.

Escrito de madrugada, mas por motivos técnicos - internet, hehe - só tô postando agora.

Para a vida ficar mais feliz

15 de outubro de 2013

Uma coisa que eu sempre pensei e acho que tem algum fundamento é que o amor não morre, mas as relações podem sim ter seu término. Na verdade, isso é o que mais se vê por aí. Só amor não sustenta, por mais que o tenha em exagero. E acredito que isso se aplique em qualquer relação. É algo quase óbvio o amor que um pai ou mãe sentem pelos filhos, mas como cada família leva isso adiante não o é. Cada um tem seu jeito de amar, cada um se expressa de seu modo. Mas que tal transformar esse ar abstrato que os sentimentos têm em algo um pouquinho mais concreto?

Não é necessário contratar um helicóptero para jogar flores em cima da casa da mãe, com uma faixa gigante “mãe eu te amo”. Não é necessário pagar um daqueles carros para fazer uma declaração de amor pública. Não precisa. Se você estender o pote de margarina no café da manhã para quem você gosta só porque sabe que isso é o que a pessoa passaria no pão, já é um gesto, já é alguma coisa. Se você souber ou supuser que a mãe, namorada ou irmã está de tpm e por isso duplicar a paciência durante aquele período, também é uma forma de mostrar que se importa.

É isso, na verdade, o que conta mais numa relação. É um entender o outro, ajudar o outro, ser companheiro, amigo, cúmplice. É isso que mantém as pessoas juntinhas, de coração quentinho, de bem com a vida. E, de quebra, faz com que tudo ao redor da gente se torne mais feliz, mesmo quando não se tem tanto motivo para estar.
 

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